Em um movimento estratégico que redefine o panorama das redes sociais descentralizadas, a Mask Network assumiu oficialmente a gestão do Lens Protocol em 20 de janeiro de 2026. A transição, noticiada por veículos especializados como The Block e PR Newswire, marca uma mudança de foco crucial para o ecossistema Web3: da infraestrutura para o desenvolvimento de produtos práticos e de uso cotidiano.
O Lens Protocol, inicialmente concebido pela equipe Avara de Stani Kulechov, fundador da Aave, passou os últimos três anos provando a viabilidade de redes sociais descentralizadas e de propriedade do usuário em escala. Sua missão primária, de estabelecer uma infraestrutura aberta e composível, foi considerada cumprida.
Agora, a liderança da Mask Network visa capitalizar essa base sólida, direcionando os esforços para a criação de aplicativos de nível de consumo que possam impulsionar a adoção em massa. A ideia é tirar o social descentralizado do “laboratório” e levá-lo para a vida diária das pessoas, conforme declarado por Suji Yan, fundador da Mask Network.
A estratégia da Mask Network para a adoção em massa
A Mask Network, muitas vezes descrita como a “Tencent da Web3” devido à sua rede de produtos sociais interoperáveis, traz uma década de experiência no desenvolvimento de aplicações descentralizadas para usuários comuns. Seu braço de venture capital, Bonfire Union, gerencia US$ 100 milhões em mais de 120 projetos, abrangendo mídias sociais descentralizadas, infraestrutura e economias de criadores.
Essa expertise é fundamental para o novo capítulo do Lens. Um exemplo concreto da abordagem da Mask é a recente aquisição do Orb, um aplicativo social nativo da Web3 construído sobre o Lens, que alcançou mais de 50.000 usuários ativos mensais no início de 2025. O Orb se destacou por suas mecânicas virais e monetização voltada para criadores, preenchendo uma lacuna de camada de consumo que o Lens precisava.
A integração de produtos como Next.ID, Web3.bio e Firefly.social, que já se conecta a plataformas como Fileverse e Snapshot, reforça a visão da Mask de construir um ecossistema social verticalmente integrado. Essa consolidação posiciona a Mask no centro de uma pilha que une infraestrutura de protocolo, aplicativos de consumo e capital de risco, uma combinação rara no fragmentado espaço social da Web3.
Do protocolo ao produto: uma mudança de paradigma na Web3 social
A transição da gestão do Lens Protocol para a Mask Network reflete uma tendência mais ampla no espaço SocialFi, onde o foco está migrando do desenvolvimento de protocolos para a construção de produtos amigáveis ao usuário. Stani Kulechov, fundador da Aave e do Lens, reconheceu que a missão original de fornecer uma infraestrutura neutra para desenvolvedores foi cumprida.
Com essa fundação estabelecida, a prioridade agora é a execução e a adoção. A Mask Network enfatiza que a próxima fase do Lens envolve a criação de experiências que as pessoas realmente queiram usar diariamente, cultivando cultura e comunidades prósperas. Isso exige priorizar design de produto, desempenho e usabilidade, áreas cruciais para levar o social descentralizado dos primeiros adeptos ao público em geral.
A Mask tem um histórico comprovado de transformar infraestrutura aberta em experiências intuitivas e prontas para o mainstream, incluindo o suporte de longa data ao Mastodon e a operação de algumas de suas maiores instâncias. Essa experiência prática é vital para garantir que a promessa da Web3 social se materialize em aplicativos tangíveis e de valor real para o usuário final.
A assunção da gestão do Lens Protocol pela Mask Network não é apenas uma reestruturação corporativa; é um sinal claro de maturidade para o setor de redes sociais descentralizadas. Ao focar incisivamente na usabilidade e na experiência do consumidor, a Mask busca pavimentar o caminho para a adoção em massa da Web3, transformando ideais tecnológicos em ferramentas acessíveis e impactantes para milhões. O sucesso dessa empreitada determinará um novo padrão para a interação social no futuro digital.








