À medida que 2026 se aproxima, o mundo da inteligência artificial (IA) continua a evoluir em um ritmo acelerado, despertando grande curiosidade sobre seu futuro. Após um 2025 que viu a IA generativa, como o ChatGPT, alcançar o público mainstream com um crescimento exponencial de usuários, analistas e especialistas da indústria já projetam as próximas grandes tendências. Uma reportagem da Fast Company reuniu essas visões, antecipando um cenário de expansão contínua, mas também com novos desafios.
As expectativas para a inteligência artificial em 2026 apontam para um aprofundamento de sua presença em diversos setores. De acordo com os especialistas, a tecnologia não apenas se consolidará no mercado, como também transformará a maneira como interagimos com a informação e com as próprias máquinas. Este é um momento crucial para entender as direções que a IA tomará e seus impactos diretos na economia, nos negócios e nas habilidades humanas.
O debate sobre uma possível “bolha da IA” persiste, mas muitos analistas descartam essa preocupação, prevendo um ciclo de crescimento robusto. Ao mesmo tempo, surgem alertas importantes sobre os efeitos da dependência excessiva de ferramentas de IA na capacidade de pensamento crítico, um aspecto que começará a moldar políticas de contratação e avaliação de talentos.
O crescimento imparável da IA e a revolução do consumidor
Apesar das vozes que alertam para uma “bolha” no mercado de inteligência artificial, analistas como Dan Ives, da Wedbush, refutam essa ideia. Ives argumenta que o temor é exagerado e que o setor de IA, na verdade, se expandirá ainda mais em 2026. Segundo ele, a verdadeira revolução da IA no consumidor mal começou, e o avanço da robótica, junto com a crescente adoção corporativa e a expansão global, impulsionará um mercado tecnológico em alta por anos.
Para Ives, estamos apenas no terceiro ano de um ciclo de dez anos de construção da revolução da IA. Ele projeta que as ações de tecnologia deverão subir mais 20% em 2026, à medida que essa nova fase da inteligência artificial ganhe força. Este cenário indica que investimentos e inovações continuarão a fluir para o setor, consolidando a IA como um pilar fundamental da economia global.
Desafios cognitivos e a integração da IA em buscadores
Nem todas as projeções para a IA em 2026 são puramente otimistas. A Gartner, por exemplo, levanta uma bandeira vermelha sobre a crescente dependência das pessoas em chatbots e a aceitação automática de suas respostas. A empresa de análise prevê uma “atrofia das habilidades de pensamento crítico devido ao uso da IA generativa” até o final de 2026. Como consequência, metade das organizações globais exigirá avaliações de habilidades “livres de IA”.
A Gartner enfatiza que, com a aceleração da automação, a capacidade de pensar de forma independente e criativa se tornará cada vez mais rara e, consequentemente, mais valiosa. Este alerta sugere uma reavaliação sobre como a IA é integrada na educação e no ambiente de trabalho. Paralelamente, a Deloitte prevê uma mudança significativa na forma como os usuários acessam a IA generativa.
A consultoria aponta que, em 2026, o acesso à IA generativa incorporada em aplicativos existentes, como motores de busca, será 300% mais comum do que o uso de ferramentas de IA autônomas. Isso significa que as pessoas usarão a inteligência artificial de forma mais integrada em suas rotinas diárias, sem a necessidade de visitar sites específicos para interagir com chatbots. Essa integração promete tornar a IA ainda mais onipresente e acessível.
As expectativas para a inteligência artificial em 2026 desenham um panorama complexo e multifacetado. Embora a expansão do mercado e a integração em plataformas cotidianas pareçam certas, a preocupação com o impacto nas habilidades cognitivas exige atenção. O próximo ano será crucial para observar como a sociedade e as empresas se adaptarão a essa tecnologia cada vez mais presente, buscando um equilíbrio entre inovação e desenvolvimento humano.











