O novo ‘Cowork’ da Anthropic, uma evolução do popular Claude Code, emerge como um marco potencial no universo dos agentes de inteligência artificial de propósito geral. Com a capacidade de interagir diretamente com o sistema de arquivos do usuário e automatizar uma gama de tarefas complexas, essa ferramenta promete redefinir a produtividade empresarial ao oferecer uma interface de chatbot intuitiva para automação avançada.
O Claude Code da Anthropic ganhou destaque entre desenvolvedores, utilizando agentes para codificar, testar e multitarefas. No entanto, a empresa expandiu sua visão: suas ferramentas não são apenas para programadores. Elas visam capacitar outros profissionais na criação de sites, apresentações e pesquisas, com casos de sucesso já visíveis nas redes sociais.
Nesse cenário, o Cowork surge como uma redefinição e nova versão do Claude Code, focada em tarefas além da programação. A ferramenta visa ampliar drasticamente o público da Anthropic no ambiente corporativo.
Atualmente em ‘research preview’, o acesso ao Cowork está restrito a assinantes do plano Max de US$100 mensais, com uma lista de espera para outros planos, sinalizando uma estratégia de lançamento gradual e focada.
Acesso ao sistema de arquivos e automação inteligente
A grande inovação do Cowork reside em sua capacidade de acessar o sistema de arquivos local do usuário. Diferente do Claude Code, que exige uma chave de API e opera via terminal, o Cowork pode ser acessado através do aplicativo de desktop Claude, apresentando uma interface de chatbot familiar.
O usuário pode conceder permissão à ferramenta para modificar, ler, criar ou organizar arquivos em pastas específicas. Isso abre um leque de possibilidades para a automação de tarefas cotidianas e complexas, desde a organização de pastas até a coleta de despesas em e-mails.
Seus casos de uso mais poderosos envolvem tarefas mais complexas. O Cowork pode gerar apresentações, relatórios extensos ou planilhas, utilizando dados locais de pastas ou informações de ferramentas de negócios conectadas, como Microsoft Teams ou Zendesk.
Para tarefas multipartes, a ferramenta é capaz de criar subagentes. Cada um opera com uma janela de contexto limpa, evitando a sobrecarga de dados e as falhas comuns em chatbots ao lidar com informações extensas.
Impacto no mercado e a corrida pela IA
Este lançamento estratégico pode impulsionar a Anthropic em seu plano de IPO em 2026, com uma avaliação reportada em US$350 bilhões. A novidade também pressiona concorrentes como a Microsoft, que oferece agentes de IA pré-desenhados para pesquisa, análise e facilitação de reuniões via seu assistente Copilot.
Em dezembro de 2025, um relatório do The Information alegou que os vendedores da Microsoft estavam com dificuldades para atingir suas cotas de vendas dos produtos Azure AI (incluindo agentes e construtores de agentes) para empresas. A Microsoft negou o relatório.
No entanto, a chegada de um agente de propósito geral como o Cowork intensifica a competição no mercado de IA empresarial. Este mercado busca soluções mais integradas e autônomas, e a proposta da Anthropic se alinha a essa demanda crescente por ferramentas que realmente entreguem valor prático.
O Anthropic Cowork representa um salto significativo na evolução dos agentes de IA. Ao combinar uma interface amigável com a capacidade de interagir profundamente com o ambiente de trabalho digital do usuário, ele se posiciona para ser o primeiro agente de IA de propósito geral realmente útil no cotidiano empresarial.
Sua habilidade de dividir tarefas complexas em subagentes e gerenciar eficientemente o contexto é um diferencial crucial. À medida que a corrida pela automação inteligente se intensifica, o Cowork promete otimizar processos. Ele também pode remodelar a forma como profissionais de diversas áreas interagem com a inteligência artificial, marcando um novo capítulo na produtividade assistida por IA.








