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Novamente, um banco central desaconselha investimentos em criptomoedas. Desta vez foi o Banco Central do Kuwait (CBK), que publicou um “alerta” sobre os riscos em investimentos em ativos digitais, ressaltando a falta de regulamentação do setor no país.

A entidade financeira alia-se à ação batizada de “Diraya” (fique alerta, em tradução livre), lançada em janeiro deste ano. Coordenada pela Associação de Bancos do Kuwait, a campanha teria com objetivo gerar “conscientização financeira” nos cidadãos do páis.

O Banco Central faz alerta sobre o “alto risco” dos investimentos em criptoativos e encoraja as atividades de responsabilidade social do setor bancário no Kuwait. “O CBK adverte contra a negociação de criptoativos, como Bitcoin, Ethereum, Dogecoin, etc. Tais negociações apresentam alto risco e podem causar uma série de consequências negativas para os investidores, levando em conta a natureza desses ativos e alta flutuação de seus preços”, diz a nota do órgão.

O documento pontua que “esses ativos não estão sujeitos à regulamentação ou supervisão de nenhuma autoridade do Estado do Kuwait, podendo gerar grandes perdas para os especuladores e maior risco de fraude”.

A entidade deixa claro que comprar criptoativos de emissores não identificados cria condições para usos ilegais de fundos, transações não autorizadas e lavagem de dinheiro. Outro aspecto destacado é a preocupação com o meio ambiente, alegando que o alto uso de eletricidade nas operações de mineração seria prejudicial para o planeta.

No material divulgado pelo CBK, fica clara a preocupação com sua moeda oficial, o dinar. Para as autoridades kuwaitianas, os criptoativos não podem ser comparados “à moeda real”. Eles alegam questões de segurança na defendendo que “o dinheiro real é símbolo de soberania”, “considerada e aceita como reserva de valor e curso legal, servindo como um meio confiável para intercâmbio”.

O argumento central do CBK é que todos os estados se esforçam para proteger sua moeda nacional, empregando políticas financeiras que garantam a estabilidade da taxa de câmbio em relação às principais moedas mundiais. Isso não ocorreria com as criptomoedas, cujo mercado possui alta volatilidade.

Enquanto o Kuwait manifesta-se contrário ao uso de criptomoedas, outras nações do Oriente Médio adotaram ou trabalham para adotar as moedas digitais. Os Emirados Árabes Unidos foram os primeiros. Nesta segunda-feira (24) o Dubai Multi Commodities Center anunciou o lançamento do DMCC Crypto Center. Trata-se de um ecossistema que busca promover o crescimento de negócios que atuam nos setores de moedas digitais e blockchain.

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