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Na última semana, o estrategista sênior de commodities da Bloomberg Intelligence, Mike McGlone, publicou seu relatório de junho de 2021, destacando que o Bitcoin era um “mercado de alta em repouso”. No Bloomberg Galaxy Crypto Index (BGCI), o analista indicava que um mercado em alta poderia começar em junho.

Sua opinião é que o Bitcoin estava “mais forte, mais verde e menos extenso” do que em abril. Por isso, apostavam que a criptomoeda mais provavelmente seguiria seu caminho para US$100.000 que retroceder para  o nível de US$20.000, após uma série de baixas. Nesta quinta-feira, 10, quando a matéria é escrita, cada unidade vale US$ 36.506.

Agora, em novas manifestações nas redes sociais, ele aposta que é “mais provável” o bitcoin voltar aos US$ 40.000 no curto prazo. Um dos motivos para a tendência de alta foi o anúncio de El Salvador que o bitcoin (BTC) agora é dinheiro legal no país, gerando otimismo no mercado nesta quarta-feira (9), resultando num aumento de quase 15% em 24 horas. Apesar das boas notícias, algumas pessoas ainda não têm certeza se o “fundo do poço caiu”.

Muitos analistas estão pessimistas, apostando que o BTC ainda cairá abaixo da marca de US$ 30.000 antes de começarem a “reação”. Em uma nota no site Bitcoin.com News, Stephen Kelso, chefe de mercados da ITI Capital, lembrou que os rumores do momento são que o BTC pode “despencar”.

De fato, analistas de mercado estão divididos sobre como o valor do bitcoin vai progredir a curto e médio prazos. No pior cenário, especulam que o preço da criptomoeda baixaria para até US$ 16 mil. Peter Brandt, trader veterano, é um dos que acreditam que o pior da correção de preços do BTC pode não ter acabado.

Conforme Bob Loukas, teórico de ciclo do mercado, existe uma boa chance de que a criptomoeda tenha atingido o mínimo no último mês, embora preveja risco de tendência de baixa intermediária para os próximos 60 dias.

Stephen Kelso, explicou que relatórios especulativos sugerem que o bitcoin pode cair para menos de US$ 20.000 em breve, referindo-se ao cruzamento de dados sobre as médias móveis de 50 e 200 dias”. Mas o  executivo da ITI Capital, pensa que “No entanto, ainda existem alguns sinais positivos para o preço dos ativos digitais crescer novamente, por exemplo, a ação encorajadora de preços na última noite, estabilizando os spreads de financiamento para futuros e um declínio nas volatilidades implícitas das opções”.

Ainda segundo Kelso  “tem havido acúmulo contínuo de bitcoin por carteiras institucionais maiores e a Microstrategy de Michael Saylor aumentou o tamanho de sua oferta de junk bonds atual para US$ 500 milhões para comprar mais BTC nesses níveis. Isso terá mais impacto sobre os fundos de hedge macro, que buscarão aproveitar a oportunidade de recuo”.

Mike McGlone levou várias posições similares em consideração, mas explicou sua perspectiva no Twitter.

““Capitulação do Bitcoin? US$ 40.000 me parece muito mais provável que US$ 20.000 — A queda do dia 8 de junho e uma volta a preços mais baixos para o suporte de US$ 30 mil teve muitos sinais de queda sentimental, um sinal típico de um fundo em um mercado de alta mais forte”, tuitou.

McGlone também sugeriu que o evento sobre Bitcoin realizado em Miami no último final de semana, criou um interesse renovado do bitcoin. “A Conferência Bitcoin 2021 de 3 a 5 de junho validou ainda mais nossa visão de que o Bitcoin fez a transição para um ativo de reserva digital global e deixou de ser uma criptografia especulativa”, acrescentou.

Em conclusão, o bitcoin demonstra uma alta capacidade de resiliência em face do sentimento pessimista do mercado. O mais importante agora é monitorar a resistência de US$ 40 mil, nova barreira psicológica importante para o ativo, e o suporte dos US$ 30 mil. Isso parece ter sido constantemente testado nos últimos dias e se mostrou o mais importante ponto de apoio para o mercado.

Movimentação recente no preço do bitcoin, Fonte: TradingView

 

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