A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, declarou que tornar a ciência para todos é uma meta central de sua gestão, visando democratizar o acesso ao conhecimento e combater o negacionismo. Essa visão estratégica busca integrar a ciência no cotidiano brasileiro, desde as salas de aula até as comunidades mais distantes, promovendo a inclusão e o desenvolvimento social.

A iniciativa reflete um esforço contínuo para reverter o cenário de desinvestimento e desvalorização da pesquisa no Brasil, que impactou diretamente a produção científica e a formação de novos talentos. Ao priorizar a democratização do acesso, o MCTI sinaliza um compromisso com a construção de uma sociedade mais informada e capaz de tomar decisões baseadas em evidências, um pilar essencial para o avanço em diversas áreas.

Contextualmente, o Brasil enfrenta desafios significativos em termos de letramento científico e engajamento público com a ciência. A meta de levar a ciência para todos aborda essa lacuna, buscando não apenas disseminar informações, mas também fomentar a curiosidade e o pensamento crítico entre os cidadãos, desde a educação básica até a população em geral. Essa abordagem é crucial para fortalecer a capacidade inovadora do país e garantir que os benefícios da ciência alcancem a totalidade da sociedade.

Estratégias para a democratização do conhecimento

Para concretizar a meta de ciência para todos, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação tem articulado diversas frentes de atuação. Uma das prioridades é o fortalecimento de programas de popularização da ciência, como a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que visa aproximar a produção científica da sociedade por meio de eventos, exposições e atividades interativas. Segundo o próprio MCTI, em declaração de maio de 2023, a ministra enfatiza a importância de levar a ciência para dentro das escolas e das comunidades, desmistificando-a e mostrando sua relevância prática.

Além disso, há um foco na inclusão de grupos sub-representados na ciência. Isso significa criar condições para que mulheres, negros, indígenas e pessoas de regiões menos desenvolvidas tenham acesso e incentivo para seguir carreiras científicas. Iniciativas que promovem bolsas de estudo, mentorias e programas de extensão universitária em áreas periféricas são fundamentais para construir uma base científica mais diversa e representativa. A Agência Brasil reportou que Luciana Santos ressaltou o papel da ciência no combate à desinformação, destacando a necessidade de uma comunicação mais eficaz e acessível dos resultados científicos.

Investimento e o futuro da ciência brasileira

O sucesso da meta de ciência para todos depende diretamente do investimento contínuo e estratégico em pesquisa e desenvolvimento. Após anos de cortes orçamentários, a retomada de financiamento para agências como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) é crucial. O governo tem sinalizado a intenção de fortalecer essas instituições, essenciais para a concessão de bolsas de pesquisa e o apoio a projetos inovadores em universidades e centros de pesquisa.

A ministra Luciana Santos tem defendido a articulação de parcerias com o setor privado e organismos internacionais para ampliar os recursos disponíveis para a ciência. A visão é que a ciência não deve ser vista como um gasto, mas como um investimento estratégico para o futuro do país, gerando inovação, desenvolvimento econômico e social. Um relatório da FAPESP, embora focado em São Paulo, frequentemente discute a importância de investimentos robustos e políticas públicas de longo prazo para o avanço científico nacional.

A democratização da ciência, portanto, não é apenas um ideal, mas uma estratégia pragmática para construir um Brasil mais resiliente, inovador e equitativo. Ao garantir que o conhecimento científico seja acessível e valorizado por todos, o país se capacita para enfrentar desafios complexos, desde a saúde pública e as mudanças climáticas até o desenvolvimento tecnológico e a inclusão social, pavimentando o caminho para um futuro impulsionado pela inteligência e pela inovação.