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O dinheiro é uma das coisas fundamentais na vida de cada pessoa, mas muitos aprendem a lidar com ele sozinhos e da forma errada.

A maioria de nós não foi ensinada por nossos pais sobre regras de administração de dinheiro, e tivemos que aprender tudo por conta própria, com nossos próprios erros e experiência.

A educação monetária é uma questão que acaba sendo esquecida ou não é dada muita atenção ao educar os filhos. Portanto, as crianças devem receber esse conhecimento com antecedência para que no futuro não sofram com graves acidentes financeiros.

Ensinar sobre dinheiro para uma criança pode ser um processo um pouco trabalhoso, mas será muito melhor para seu filho passar por tudo isso agora. É muito pior se o processo de aprendizagem começar depois que ele receber o primeiro salário e acabar se estendendo por anos de perdas, empréstimos inacessíveis, investimentos não lucrativos e outros erros caros.

O que as crianças precisam saber?

Você pode começar com essas perguntas básicas:

O que é dinheiro? Para o que ele é serve? De onde vem o dinheiro da família? Com o que os pais gastam? Quanto custa cada coisa em casa, carro, escola etc? Como eles economizam? E por quê?

Vale a pena explicar até as questões tradicionalmente mais incômodas: quanto os pais ganham? Por que esse valor? E por que menos do que qualquer outra pessoa? Não há nada de repreensível em falar de dinheiro dentro da família.

Em geral, os tópicos em qualquer idade podem ser quase os mesmos, apenas se aprofundando com o tempo. Por exemplo, de “economizar para comprar um brinquedo”, você pode passar para depósitos bancários e, em seguida, para produtos de investimento, financiamento, aposentadoria etc.

Qual idade correta para começar a ensinar sobre dinheiro?

Quanto antes melhor. Porém, o nível de desenvolvimento da criança deve ser levado em consideração ao se traçar uma estratégia de ensino relacionada à educação financeira.

A adequação da idade é um elemento-chave para ensinar as crianças sobre dinheiro.

E é importante não apenas falar, mas também permitir que a criança administre o dinheiro.

Quanto mais cedo você apresentar o dinheiro ao seu filho, mais cedo ele aprenderá como administrá-lo da maneira adequada. Mas, ao mesmo tempo, vale lembrar que uma criança de 2 anos não conseguirá entender para que servem esses pedaços de papel e moedas. Portanto é melhor começar aos 3-4 anos de idade.

Estudos recentes mostraram que a maioria das crianças está pronta e disposta a aprender sobre dinheiro e como os produtos são comprados e vendidos aos 3 anos, e já podem começar a economizar aos 5 anos. A partir dos cinco anos de idade as crianças podem formar um modelo pessoal de gastos e poupança. Porém, se você não lançar as bases da alfabetização financeira na primeira infância, mais tarde a criança poderá ter problemas com isso e você terá que lidar com dinheiro e outros instrumentos financeiros por toda a vida.

As crianças devem receber mesada?

A chave para ensinar as crianças a administrar o dinheiro é dar-lhes a responsabilidade de administrar seu próprio dinheiro desde cedo, mesmo antes da escola. A mesada é a melhor maneira de ensinar habilidades de gestão do dinheiro. Ela pode ser dada regularmente pelos pais e usada como uma ferramenta educacional para os filhos.

Uma criança precisa de seu próprio dinheiro. Deixe-o gastar, desta forma ele aprenderá rapidamente como fazer da maneira certa.

Quanto deve ser dado de mesada é uma questão individual de cada família. É necessário analisar quanto à criança precisa, levando em consideração a idade e o estilo de vida da família.

Como ensinar uma criança a lidar com dinheiro?

Ao ensinar seu filho sobre dinheiro, existem alguns pontos a serem considerados para estabelecer um relacionamento saudável para o futuro. Por exemplo, dizer constantemente à criança “Não tenho dinheiro”, não é a melhor maneira de ensinar sobre dinheiro e economia.

Sim, as crianças não devem obter o que querem e quando querem uma vida assim fará com que a criança fique insatisfeita no futuro. No entanto, para evitar isso, dizer à criança que não há dinheiro suficiente e falar muito sobre dinheiro causa ansiedade futura na criança. Essa ansiedade pode até causar problemas como roubar, esconder e acumular coisas inesperadas na criança.

As crianças pequenas podem pensar que o dinheiro é ilimitado. Principalmente hoje em dia, quando elas veem os pais fazendo compras com cartões de crédito.

Você deve explicar a seu filho que seu dinheiro não é ilimitado. No entanto, nunca faça isso assustando com falas como, por exemplo: “Quando ficamos sem dinheiro, acabamos nas ruas, não temos uma casa, não podemos comprar pão”. Em vez disso prefira uma fala menos assustadora e sincera, como: “Nosso dinheiro não é ilimitado, temos o suficiente para atender às nossas necessidades. Mas se gastarmos muito com coisas de que não precisamos, teremos dificuldade em comprar o que precisamos mais tarde.”

Quando a criança começa a se familiarizar com o dinheiro, os pais precisam conscientizá-la sobre questões relacionadas a ele. Devemos explicar que o dinheiro não é uma meta, mas um meio para atender às nossas necessidades.

A criança precisa aprender coisas como: é preciso trabalhar para ganhar dinheiro, o dinheiro se obtém com esforço, a importância da poupança, os gastos desnecessários com despesas desnecessárias, a necessidade de ajudar os necessitados bem como as necessidades pessoais, etc.

Deve ser explicado com exemplos em uma linguagem apropriada à idade da criança e em uma forma que ela possa entender.

Comece pelo bom exemplo

Os pais que desejam ensinar seus filhos como gastar dinheiro de maneira adequada devem primeiro revisar sua relação com o dinheiro.

Se a criança se depara com um modelo de pai que espalha os produtos ou os corta muito, provavelmente a criança terá a mesma atitude. Portanto, para evitar os comportamentos que não queremos que nossos filhos tenham quanto a gastar dinheiro, precisamos rever nossa própria compreensão do dinheiro e ficar longe de comportamentos que podem ser um mau exemplo para a criança.

É melhor começar por você mesmo. A criança lê o comportamento dos pais, inclusive financeiros.

 

 

 

 

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