continua depois da publicidade

O site especializado em pesquisas sobre criptomoedas, Crypto Head, costuma fazer diferentes levantamentos sobre o mercado, investimentos e tendências no comércio de criptografia. As moedas digitais estão sendo lentamente sendo integradas ao dia-a-dia de alguns países .

Recentemente El Salvador deu ao bitcoin status de moeda corrente e está ensinando a população a usá-la. Ainda é cedo para medir todas as maneiras que isso afetará sua população, mas a Crypto Head decidiu investigar quais países estão “mais preparados” para usar moedas digitais em suas vidas diárias.

A plataforma divulgou o “2021 Crypto Ready Index” com critérios de avaliação que levam em conta o número de caixas eletrônicos criptografados em cada país e sua acessibilidade, a legislação e o ambiente regulatório sobre criptografia, isso inclui, por exemplo, se os bancos podem usá-la. Também considerou o número de pesquisas online anuais por termos relacionados à criptomoedas. Isso gerou o cálculo de um índice sobre “estrutura de adoção” para 200 países e territórios. As notas atribuídas seguem a escala de 0 a 10.

Não é surpresa que os Estados Unidos ficaram em primeiro lugar, com uma pontuação de criptografia de 7,13. Em seguida, curiosamente, vem uma série de ilhas. Chipre ficou em segundo lugar e Cingapura em terceiro, ambas com pontuação perto de 6,50. Logo após, Hong Kiong, com 6,27 pontos, seguida do Reino Unido e Irlanda, com pouco mais de 6 pontos cada.

Claro, todo estudo é limitado em escopo, nem sempre conseguindo abordar todos os fatores que poderiam melhorar a prontidão de um país para o uso mais amplo de criptomoedas, mas serve como um indicador interessante.

De acordo com dados mostrados no relatório, os EUA têm 17.436 caixas eletrônicos (ATM) criptografados – quase 16.000 a mais do que o segundo lugar nessa categoria, o Canadá. Esse número está crescendo rapidamente, à medida que empresas de ATM bitcoin, como a Coin Cloud, expandem rapidamente as instalações em todo o território estadunidense. Nesses caixas especiais é possível comprar e vender criptomoedas e alguns oferecem opção de fazer pagamentos e trocá-la por dólar. Chama a atenção uma terceira ilha, Hong Kong, onde é possível encontrar um caixa eletrônico criptografado a cada 8 quilômetros quadrados.

Além do número de caixas eletrônicos, o Crypto Head também analisou a proporção pela população. Os Estados Unidos também ocupam em primeiro lugar nesse ranking, com um caixa eletrônico criptográfico para cada 19.023 pessoas, em comparação com o Canadá, que ficou em segundo com um caixa eletrônico para cada 26.265 pessoas. De acordo com levantamento, 24 países não possuem sequer um ATM criptografado.

A Crypto Head também avaliou que EUA e 39 outros países possuem jurídicos particularmente favoráveis ​​para a criptografia, numa avaliação de até dois pontos – um ponto se possuir criptografia fosse legal e um ponto se fosse permitido seu uso em bancos.

Por último, o Crypto Head examinou o número de pesquisas online de criptomoedas em comparação com os dados do ano anterior para indicar o aumento do interesse entre a população de cada país.

Nesse quesito foi Chipre quem ficou em primeiro lugar, com quase 34.000 buscas anuais sobre criptografia para cada 100.000 pessoas – um aumento de quase 137% em relação ao ano anterior. As nações com população muito pequena como Cingapura e Gibraltar ficaram, respectivamente, em segundo e terceiro lugar, com porcentagens muito semelhantes.

Em muitos países, o interesse pela criptografia também está crescendo rapidamente. A Romênia teve o maior aumento de 2020 para este nas pesquisas sobre criptografia, 331%, com países como Grécia, Canadá, Reino Unido e Arábia Saudita não muito atrás.

E o Brasil?

Na classificação geral, o Brasil não figura entre os mais preparados, bem atrás de nações vizinhas como Chile que somou 4.85 pontos e ficou com a 47º posição e Uruguai obteve 4.26 pontos, na 71ª posição.

Nos rankings mostrados de caixas eletrônicos criptografados, a Crypto Head coloca o Brasil no 139º lugar, com 9 dessa máquinas. Ou seja, um para cada 23.683.384 habitantes. Nesse quesito perdemos para a Argentina, que com um terço do nosso território tem 12 caixas, mas estamos melhor que a maioria dos demais países da América do Sul. A Chile e Peru possuem 3 cada; enquanto Venezuela e Equador, apenas 1 em seus territórios.

Se ficou curioso para saber onde está localizada a mais próxima de sua residência, pode utilizar a ferramenta CoinATMRadar.

No quesito pesquisa sobre o termo na internet, ocupamos a 163ª posição, com 266 anuais para cada 100 mil habitantes. Estamos atrás de países sul-americanos como Uruguai (127ª), Argentina (136ª), Chile (143ª) Venezuela (151ª) e Colômbia (155º).

A conclusão óbvia do levantamento é que o Brasil ainda precisa melhorar muito sua infraestrutura digital, afinal não há sequer internet de qualidade em todos os cantos do país. Além disso, um tema urgente é nossa legislação sobre criptoativos, que só recebem atenção do Estado quando é época de declarar o Imposto de Renda.

Um bom início seria incluir o tema na reforma tributária que está sendo votada no Congresso e que não contempla as questões específicas da criptografia.

Compartilhar.
continua depois da publicidade

Deixe seu comentário!