Eric Adams, ex-prefeito da cidade de Nova York, encontra-se no centro de uma nova polêmica envolvendo o lançamento de sua memecoin, a NYC Token, em 12 de janeiro de 2026. A criptomoeda, que prometia combater o antissemitismo e promover a educação em blockchain, sofreu um colapso abrupto em seu valor logo após a estreia. As acusações de um esquema de “rug pull” surgiram rapidamente, embora Adams dispute tais alegações, afirmando categoricamente que não obteve lucro pessoal com a iniciativa.

O episódio reacende o debate sobre a ética por trás de projetos cripto endossados por figuras públicas e a necessidade de maior transparência no volátil mercado de memecoins. A história de Adams com ativos digitais não é nova; ele já havia se autodenominado o “Prefeito Bitcoin” por converter partes de seu salário em criptomoedas durante seu mandato, buscando posicionar Nova York como um hub global para a tecnologia blockchain.

Apesar de seu histórico entusiasta com cripto, o lançamento do NYC Token gerou ceticismo. A proposta de usar os fundos para causas sociais, como o combate ao antissemitismo e o apoio a programas educacionais, foi eclipsada pela rápida desvalorização do ativo. Veículos de notícias como TheBlock.co e Phemex News têm acompanhado de perto o caso, destacando a controvérsia.

As alegações de “rug pull” e o colapso do NYC Token

Minutos após seu lançamento, o NYC Token viu sua liquidez ser misteriosamente removida, desencadeando uma queda vertiginosa de 80% a 81% em seu preço. Analistas on-chain reportaram que entre US$ 2,5 milhões e US$ 3,4 milhões em liquidez foram drenados, levando a perdas significativas para os investidores. Uma carteira associada ao deployer do token teria lucrado cerca de US$ 1 milhão, conforme apontado por plataformas de análise como Bubblemaps.

Críticos rapidamente classificaram o incidente como um “rug pull” clássico, onde os criadores de um projeto promovem um token para atrair investimentos e, em seguida, retiram os fundos, abandonando o projeto. Além disso, foram levantadas preocupações sobre a centralização do token, com relatórios indicando que 70% do suprimento estava bloqueado em uma reserva, e os 10 maiores detentores controlavam 98,73% de todos os tokens.

A defesa de Adams e o cenário regulatório

Diante das crescentes acusações, Eric Adams tem negado qualquer envolvimento em um “rug pull” e insistido que não obteve lucro pessoal. Embora não haja uma declaração pública detalhada de Adams sobre as alegações específicas de “rug pull” no momento, ele havia afirmado anteriormente que não receberia salário do projeto e que os rendimentos seriam destinados a organizações sem fins lucrativos.

A equipe por trás do NYC Token, por sua vez, tentou justificar a remoção de liquidez como uma “rebalançagem” necessária devido à demanda esmagadora, uma explicação que não convenceu os investidores e a comunidade cripto. Este evento sublinha a volatilidade e os riscos inerentes ao setor de memecoins, que muitas vezes carecem de utilidade e são suscetíveis a quedas especulativas.

A controvérsia em torno do NYC Token de Eric Adams destaca a urgência de regulamentações mais claras para salvaguardar os investidores em um mercado de ativos digitais em rápida evolução. O incidente pode atrasar a aceitação mais ampla das memecoins e sua integração em mercados regulados, reforçando a necessidade de diligência e transparência em todos os projetos, especialmente aqueles endossados por figuras públicas. A supervisão governamental e a proteção ao investidor continuam sendo pontos críticos de atenção.