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O número cada vez maior de pessoas interessadas em negociar criptomoedas, seja como ativo financeiro, reserva de valor ou moeda de troca, tem gerado uma demanda por fácil acesso a elas. Em vários países os  caixas eletrônicos (ATMs em inglês) dedicados a essa operação vêm se multiplicando, especialmente nos Estados Unidos.

Estima-se que até a metade em 2021, o número de máquinas ativas no mundo todo já cresceu mais de 70% em comparação com 2020. Os dados do Coin ATM Radar, que monitora essas máquinas, apontam que existiam 13.993 caixas eletrônicos 1º de janeiro de 2021 e o número já chegou a 24.069.

Nesses caixas eletrônicos dedicados, qualquer proprietário de criptomoedas pode acessar sua carteira virtual e fazer operações como compra, venda de criptografia ou troca por dinheiro fiduciário, acompanhando a cotação do momento.

Maioria dos caixas ainda é para Bitcoin e Ether

Alguns modelos desses caixas eletrônicos são dedicados a apenas um tipo específico de criptomoeda. No momento, as que oferecem bitcoin (BTC) e ether (ETH) são as mais populares.

Por exemplo, a Bitcoin Depot, tem 3.500 caixas nos EUA e no Canadá, oferecendo suporte para 30 moedas digitais diferentes. Na distribuição do mercado, as máquinas da Liberty X e da Coinme dominam o mercado.

No futuro, com a provável popularização das moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) deve crescer ainda mais o número dessas caixas dedicadas.

Maior concentração é na América do Norte; Brasil tem apenas 9 ATMs

As primeiras caixas eletrônicas para bitcoin surgiram em outubro de 2013. Elas começaram a se multiplicar  entre 2019 para 2020, quando ocorreu um salto de 120%. No primeiro semestre de 2021 o crescimento foi de 72%.

Foram mais de 10 mil novos caixas eletrônicos de criptomoedas este ano, uma média de 52,3 novas máquinas inauguradas por dia.

Nos Estados Unidos elas podem ser vistas em supermercados, lojas de conveniência e shopping centers. O país é o líder mundial na adoção dessa tecnologia, tendo cerca de 70% de todas as máquinas em operação no mundo.

Essas caixas eletrônicas criptografadas estão espalhadas por 75 países, sendo administradas por 42 empresas diferentes. A principal  fabricante é a Genesis Coin, que comanda 40% do mercado. Em seguida vem a General Bytes, com 24% de share.

No ranking mundial, o Brasil está no 139º lugar, com apenas 9 máquinas. Ou seja, uma para cada 23.683.384 habitantes. Nesse quesito perdemos para a Argentina, que com um terço do nosso território tem 12 caixas, mas estamos melhor que a maioria dos demais países da América do Sul. A Chile e Peru possuem 3 cada; enquanto Venezuela e Equador, apenas 1 em seus territórios.

Se ficou curioso para saber onde está localizada a mais próxima de sua residência, pode utilizar a ferramenta CoinATMRadar.

 

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