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A OPEP + está considerando ir além de seu acordo existente para aumentar a produção em 400.000 barris por dia (bpd) quando se reunir na próxima semana, disseram fontes, em um cenário de petróleo próximo a uma alta de três anos e pressão dos consumidores por mais abastecimento.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados liderados pela Rússia, conhecida como OPEP +, concordou em julho em aumentar a produção em 400.000 bpd por mês para eliminar gradualmente os cortes de 5,8 milhões de bpd. Ele se reúne na segunda-feira para revisar sua política de produção.

Quatro fontes da OPEP + disseram que adicionar mais petróleo está sendo visto como um cenário, mas nenhuma deu detalhes sobre os volumes ou em que mês. Outra fonte da OPEP + sugeriu que um aumento de 800.000 bpd para um mês era um cenário possível, com zero no mês seguinte.

O mês mais próximo em que qualquer aumento pode ocorrer é novembro, já que a última reunião da OPEP + decidiu os volumes de outubro.

Fontes disseram à Reuters na quarta-feira que o resultado mais provável é que o grupo siga o plano existente.

Não ficou claro o que motivou a mudança de tom, mas isso ocorre após uma reunião do Comitê Técnico Conjunto da OPEP + (JTC) que revisou as perspectivas do mercado e reduziu o tamanho de um excedente de oferta esperado em 2022.

As conversas entre os membros continuam antes da reunião virtual da OPEP + em 4 de outubro, e não há garantia de que um aumento adicional será acordado.

O petróleo Brent subiu para uma alta de três anos acima de US$ 80 o barril na terça-feira, impulsionado por interrupções não planejadas nos Estados Unidos e uma forte recuperação da demanda após o martelar da pandemia. Os preços estavam sendo negociados um pouco abaixo de US$ 79 na quinta-feira.

A Casa Branca, que em agosto levantou preocupações sobre a alta dos preços, disse na terça-feira que estava em comunicação com a Opep e estudando como lidar com o custo do petróleo.

A Índia, terceiro maior importador e consumidor de petróleo do mundo, sinalizou na terça-feira que uma alta nos preços do petróleo aceleraria a transição para fontes alternativas de energia.

Ministros de energia do Iraque, Nigéria e Emirados Árabes Unidos, membros da Opep, disseram nas últimas semanas que o grupo não via necessidade de tomar medidas extraordinárias para alterar o acordo existente. (Com informações de Reuters).

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