À medida que o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, sinaliza uma política externa mais assertiva e unilateral, o Reino Unido se posiciona como um ator crucial para liderar a resistência e salvaguardar a ordem internacional. A preocupação central reside na resiliência da OTAN e na proteção de territórios estratégicos como a Groenlândia, frente a uma possível ‘Doutrina Donroe’ que redefine a influência americana.
Em um cenário geopolítico volátil, as ações recentes da administração Trump, incluindo a suposta captura de Nicolás Maduro na Venezuela e a ameaça de anexação da Groenlândia, acendem um alerta global. Essas iniciativas, descritas como um ‘aventureirismo internacional’, sugerem uma versão distorcida da Doutrina Monroe, agora apelidada de ‘Doutrina Donroe’, que busca afirmar a supremacia dos EUA sobre o Hemisfério Ocidental.
Este movimento neocolonialista representa o maior desafio para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 2026, exigindo uma resposta coordenada dos aliados. A Grã-Bretanha, com sua influência diplomática e laços históricos, é vista como fundamental para orquestrar essa oposição e proteger os princípios de soberania, conforme diretrizes da política externa britânica.
A ameaça da ‘Doutrina Donroe’ e seus riscos globais
A ‘Doutrina Donroe’, um conceito emergente que distorce os princípios originais da Doutrina Monroe, projeta uma visão de ‘novo império americano’. Suas manifestações recentes, como a alegada extradição de Maduro e a mira na Groenlândia, demonstram uma política externa que pode desestabilizar regiões e desafiar normas internacionais. A soberania da Groenlândia, um território dinamarquês, torna-se um ponto focal dessa expansão.
Especialistas alertam para as implicações de tais movimentos para a segurança e a economia global. A desestabilização de nações soberanas e a redefinição unilateral de fronteiras podem provocar tensões diplomáticas e militares, afetando cadeias de suprimentos e mercados financeiros. É imperativo que as democracias ocidentais apresentem uma frente unida contra essas políticas, conforme discussões em fóruns internacionais.
O papel do Reino Unido na defesa da ordem internacional
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e outros líderes europeus são instados a exercer pressão significativa sobre o membro mais poderoso da OTAN para garantir que a Groenlândia permaneça um território da Dinamarca. A estratégia proposta, segundo William R. Rhodes e Stuart P.M. Mackintosh, em artigo para o Project Syndicate em 19 de janeiro de 2026, sugere aproveitar a predileção do presidente Trump pela realeza.
Uma reunião pública entre o Rei Charles III da Grã-Bretanha e o Rei Frederik X da Dinamarca poderia ser um caminho eficaz para articular essa mensagem. Essa abordagem diplomática, combinada com a influência do Reino Unido na OTAN e em fóruns internacionais, pode ser crucial para defender os princípios de soberania e cooperação multilateral. A capacidade de Londres de liderar esse esforço é vital para a estabilidade global e a proteção de territórios como a Groenlândia.
A liderança britânica no enfrentamento às políticas expansionistas de Donald Trump é mais do que uma questão regional; é uma defesa dos pilares da diplomacia e da segurança coletiva. A efetividade dessa oposição dependerá da capacidade de Keir Starmer em mobilizar apoio europeu e utilizar ferramentas diplomáticas inovadoras, como o engajamento real. O futuro da OTAN e a integridade territorial de nações menores podem depender dessa articulação estratégica.










