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A revolução digital trazida pela internet nos últimos anos mostrou que as pessoas estão interessadas em se conectar umas com as outras, vide a multiplicação das redes sociais. Os serviços bancários também estão migrando das agências para aplicativos.
Os criadores da XQR querem unir as duas coisas no que chamam de “rede social multifuncional” do futuro. Eles alegam que sua plataforma possui funcionalidade avançada que atenderá várias necessidades do usuário ao mesmo tempo.
Por exemplo, cada conta pode ser considerada um centro de informações para uma determinada pessoa ou empresa, e por meio dela poderá se comunicar, adquirir bens e serviços e estabelecer contatos comerciais.
Uma inovação da XQR é permitir que você ganhe dinheiro, uma proposta que mídias sociais de vídeos como TikTok e Kwai já estão fazendo. Seus desenvolvedores afirmam que existe uma série de ferramentas de monetização que garantem aos usuários uma recompensa pela sua utilização. A melhor delas é permitir a mineração de criptomoedas na plataforma.
O especialista em segurança cibernética e CEO do projeto, Roman Prototsky explica que existe uma constante busca por novidades na comunicação digital, vide o sucesso recente da Clubhouse, rede social de áudios.
Ele explica que, ao invés de um perfil, cada usuário terá uma página pessoal que pode ser considerada um centro de informações. A interface oferece várias seções, incluindo: Informações básicas sobre o usuário e sua experiência profissional, links para suas outras redes sociais. Também é possível ter uma espécie de blog, onde além de textos e vídeos, será possível oferecer bens e serviços. Ou seja, une várias funcionalidades de redes conhecidas em uma só.
Criada em 2019, a XQR atualmente conta com apenas 3.000 usuários registrados, a maioria no Leste Europeu e Rússia. Mas o site já tem uma versão em inglês e Prototsky aposta que, após ter concluída uma fase de testes, começará a atrair muito mais gente, por ter “características únicas”.
A mais interessante é que dentro do ecossistema da plataforma há uma carteira eletrônica, que permite receber dinheiro e fazer pagamentos. Um sistema de cashback criptográfico oferecerá 5% do valor de volta das compras feitas dentro da plataforma XQR. Ele será pago em bitcoin (BTC) ou tether (USDT). Em breve será lançada uma criptomoeda própria, chamada 5BILL, que será universalizada como a “moeda corrente” da plataforma.
Não foram divulgados detalhes de como os celulares que tiverem o aplicativo instalado poderão, de fato, minerar moedas digitais. Aparentemente, não será no sentido tradicional, quando se empresta poder computacional em troca de uma recompensa. Além dos cashbacks em compras, quem utilizar o XQR tem recompensas para completar tarefas simples, incluindo assistir vídeos e dar “curtidas”. A grande aposta é num programa de indicação, como já está fazendo o Tiktok, que paga quando outra pessoa utiliza seu código e instala o aplicativo.
No futuro, o objetivo é transformar o XQR num superaplicativo, onde os usuários poderão fazer de tudo, desde chamar um táxi a encontrar investidores para sua startup.
Roman Prototsky afirma que vai utilizar toda a experiência acumulada nos últimos 12 anos, quando envolveu-se em diferentes projetos, para trazer inovações constantes à sua plataforma. Ele já trabalhou com programação de jogos, criação de sites e bots para tarefas no Telegram, por exemplo.
Ele defende sua rede social como algo que oferece oportunidades de ganhos e não venderá suas informações, crítica comum nos dias de hoje. A plataforma utiliza tecnologia blockchain para proteger as contas de seus usuários e as características técnicas do projeto impedem que as informações cheguem a terceiros.
A integração de rede social e criptomoedas parece ser uma tendência global, com gigantes do ramo, como o Twitter falando em integrar opções financeiras com uso de bitcoin, o Facebook anunciando que trabalha numa stablecoin chamada Diem (ex-Libra). Por aqui temos a brasileira Xiglute, que já oferece um sistema de criptorecompensas.
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