Uma nova pesquisa divulgada em 27 de janeiro de 2026 sugere que o tipo de carboidrato consumido pode ter um impacto significativo no risco de desenvolver demência. O estudo, conduzido por um consórcio de instituições espanholas, incluindo a Universitat Rovira i Virgili, aponta que não é apenas a quantidade, mas a qualidade dos carboidratos que influencia a saúde cerebral ao longo da vida.
As descobertas, publicadas no International Journal of Epidemiology, enfatizam que hábitos alimentares saudáveis são cruciais para retardar o declínio cognitivo e apoiar um envelhecimento cerebral mais saudável. Com os carboidratos representando cerca de 55% da ingestão diária de energia na maioria das dietas, sua influência nos níveis de açúcar no sangue e insulina os torna um fator metabólico chave para doenças ligadas à função cerebral, como o Alzheimer.
O índice glicêmico e o risco de demência
Um dos focos centrais da pesquisa foi o índice glicêmico (IG), uma medida que classifica os alimentos com base na rapidez com que elevam os níveis de glicose no sangue após a ingestão. Alimentos com alto IG, como pão branco e batatas, causam picos rápidos de açúcar, enquanto grãos integrais e a maioria das frutas, com baixo IG, provocam aumentos mais lentos e graduais. Para aprofundar-se no tema, consulte mais informações sobre o índice glicêmico e sua aplicação na dieta.
Para investigar os efeitos a longo prazo, os pesquisadores analisaram dados de mais de 200.000 adultos no Reino Unido que não apresentavam demência no início do estudo. Os participantes forneceram informações detalhadas sobre suas dietas, permitindo que os cientistas estimassem o índice glicêmico e a carga glicêmica de seus padrões alimentares habituais.
Ao longo de um período médio de acompanhamento de 13,25 anos, 2.362 participantes foram diagnosticados com demência. Através de métodos estatísticos avançados, a equipe de pesquisa identificou um ponto a partir do qual valores mais altos de índice glicêmico na dieta foram associados a um risco aumentado de demência. Este método ajudou a esclarecer como os padrões alimentares de longo prazo podem moldar a saúde cerebral mais tarde na vida.
Reduzindo o risco com escolhas inteligentes
A análise revelou um padrão claro: dietas centradas em alimentos com menor índice glicêmico foram associadas a uma probabilidade reduzida de desenvolver demência, enquanto dietas com IG mais alto estavam ligadas a um risco maior. Pessoas cujas dietas se enquadravam na faixa de índice glicêmico baixo a moderado apresentaram um risco 16% menor de desenvolver Alzheimer. Em contraste, dietas com valores glicêmicos mais elevados foram associadas a um aumento de 14% no risco.
Mònica Bulló, professora do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia da URV e líder do estudo, afirmou: “Estes resultados indicam que seguir uma dieta rica em alimentos de baixo índice glicêmico, como frutas, leguminosas ou grãos integrais, poderia diminuir o risco de declínio cognitivo, Alzheimer e outros tipos de demência.” A qualidade dos carboidratos, e não apenas a quantidade, parece ser crucial para a saúde do cérebro. Para mais informações sobre demência e Alzheimer, consulte fontes especializadas.
Os achados, conforme reportado pelo ScienceDaily, sublinham a importância de considerar não só a quantidade de carboidratos consumidos, mas também o tipo. Incorporar a qualidade dos carboidratos nas estratégias alimentares pode ser um passo importante na redução do risco de demência e no suporte à saúde cerebral a longo prazo. Optar por alimentos como aveia, lentilhas, maçãs e vegetais folhosos pode ser uma estratégia eficaz.










