A International Business Machines (IBM), uma das corporações mais antigas e influentes do mundo, celebrou mais de um século de inovações, redefinindo o que é IBM a cada década. Da máquina de tabular ao mainframe, e agora à computação quântica e inteligência artificial, a empresa não apenas acompanhou a evolução tecnológica, mas a impulsionou, deixando uma marca indelével na forma como empresas operam e a sociedade interage com a informação. Sua trajetória é um espelho do avanço digital global.
Fundada em 1911 como Computing-Tabulating-Recording Company (CTR) e rebatizada IBM em 1924, a empresa começou com um foco em equipamentos para processamento de dados que revolucionaram o censo e a gestão empresarial. Essa base inicial de hardware de precisão estabeleceu as raízes para uma cultura de engenharia robusta, que se mostraria crucial para sua longevidade e adaptabilidade em um setor de mudanças aceleradas.
Hoje, a relevância da IBM transcende a nostalgia de seus feitos passados. Em um cenário dominado por players mais jovens e ágeis, a “Big Blue” continua a ser um ator fundamental, especialmente em soluções de nuvem híbrida, segurança cibernética e, de forma mais ambiciosa, na vanguarda da inteligência artificial avançada e da computação quântica. Seus investimentos bilionários e parcerias estratégicas indicam uma aposta contínua em tecnologias de ponta que prometem redefinir os próximos séculos.
A jornada da IBM: da tabulação à computação pessoal
A história da IBM é um roteiro de reinvenção contínua. Nos primórdios, máquinas de perfuração e tabulação, desenvolvidas por Herman Hollerith, formaram a espinha dorsal de operações governamentais e empresariais, como o Censo dos EUA de 1890, conforme detalha o site oficial da IBM sobre sua história. Esse domínio inicial no processamento de dados levou à era dos mainframes, com o lançamento do System/360 em 1964, um marco que padronizou a arquitetura de computadores e solidificou a posição da IBM como líder incontestável em tecnologia para grandes corporações.
A década de 1980 trouxe um novo desafio e uma nova oportunidade: a computação pessoal. Em 1981, a IBM lançou o IBM Personal Computer (PC), um movimento que democratizou o acesso à computação e estabeleceu um padrão de hardware que impulsionou a indústria por décadas. Embora a empresa tenha aberto mão de parte do controle sobre o sistema operacional (para a Microsoft) e o processador (para a Intel), o IBM PC foi crucial para o surgimento de um ecossistema tecnológico global, conforme analisado pela Computer History Museum. Essa decisão, embora estratégica para a época, pavimentou o caminho para a eventual mudança de foco da IBM de hardware para software e serviços.
Transformando o futuro: IA, nuvem e computação quântica
No século XXI, a IBM se adaptou novamente, movendo-se agressivamente para áreas de alto valor agregado. A inteligência artificial, em particular com o sistema Watson, ganhou destaque em 2011 ao vencer campeões humanos no programa de perguntas e respostas Jeopardy!, demonstrando o potencial da IA para processamento de linguagem natural e análise de dados complexos. Desde então, o Watson evoluiu para uma plataforma de IA empresarial, aplicada em setores como saúde, finanças e varejo.
A estratégia da empresa hoje é fortemente ancorada na nuvem híbrida, uma abordagem que permite às empresas integrar dados e aplicativos em ambientes de nuvem pública e privada. A aquisição da Red Hat por cerca de US$ 34 bilhões em 2019 foi um movimento decisivo para fortalecer essa posição, integrando a plataforma OpenShift da Red Hat como o coração de sua oferta de nuvem híbrida. Segundo o relatório financeiro do quarto trimestre de 2023 da IBM, a receita de nuvem híbrida e IA continua a ser um motor de crescimento, refletindo a demanda por soluções flexíveis e seguras. Além disso, a IBM é pioneira na computação quântica, disponibilizando processadores quânticos para pesquisa e desenvolvimento, prometendo revolucionar campos como a descoberta de medicamentos e a ciência dos materiais, um avanço que pode redefinir o paradigma tecnológico em um futuro próximo.
A trajetória da IBM é um testemunho da capacidade de uma corporação de se reinventar, navegando por mudanças tecnológicas sísmicas. De uma empresa de hardware dominante a uma líder em serviços de TI, software e, agora, na vanguarda da inteligência artificial e computação quântica, a IBM demonstrou uma resiliência notável. Seu impacto se estende desde a infraestrutura fundamental que suporta as economias modernas até as promessas de avanços científicos que ainda estão por se materializar, consolidando seu legado como uma força contínua na inovação tecnológica global.











