Japão e Coreia do Sul emergem como potências na corrida asiática por stablecoins locais, impulsionando a inovação financeira com regulamentações claras e parcerias estratégicas. A expectativa é que, até 2025, esses países consolidem suas posições como líderes regionais no desenvolvimento e adoção de moedas digitais estáveis em toda a Ásia.
A movimentação reflete uma estratégia coordenada para mitigar riscos de volatilidade das criptomoedas tradicionais, ao mesmo tempo em que exploram os benefícios da tecnologia blockchain para pagamentos e remessas. Governos e bancos centrais reconhecem o potencial das stablecoins para modernizar a infraestrutura financeira, oferecendo transações mais eficientes e seguras.
Este cenário se desenha em um contexto de crescente interesse global por moedas digitais de bancos centrais (CBDCs), mas com um foco distinto na emissão de stablecoins por entidades privadas, sob um arcabouço regulatório robusto. A iniciativa visa fortalecer a soberania monetária e a competitividade econômica, como www.theblock.co tem acompanhado.
A vanguarda regulatória do Japão em stablecoins
O Japão, pioneiro na regulamentação de criptoativos, avançou com uma legislação abrangente para stablecoins em 2023. A Lei de Serviços de Pagamento (Payment Services Act) redefine as stablecoins como dinheiro eletrônico, exigindo que sejam emitidas por instituições financeiras licenciadas, como bancos, agentes de transferência de fundos ou trustes.
Um exemplo notável é a plataforma Progmat, desenvolvida pelo Mitsubishi UFJ Financial Group (MUFG), que permite a emissão de stablecoins lastreadas em iene. Essa abordagem focada na interoperabilidade e na segurança do consumidor busca garantir que as moedas digitais operem dentro de um ambiente financeiro estável e regulado. “A clareza regulatória japonesa é um modelo para como as jurisdições podem integrar inovações cripto sem comprometer a estabilidade financeira”, afirma Dr. Kenji Tanaka, professor de Finanças Digitais na Universidade de Tóquio.
A estratégia de inovação da Coreia do Sul e o futuro das stablecoins na Ásia
A Coreia do Sul, com um mercado de tecnologia vibrante, explora modelos tanto de CBDCs quanto de stablecoins privadas. O Banco da Coreia (BOK) tem realizado testes extensivos com moedas digitais de banco central, enquanto empresas privadas buscam a emissão de stablecoins lastreadas em won. A abordagem coreana busca equilibrar a inovação tecnológica com a proteção do sistema financeiro, incentivando parcerias entre fintechs e grandes conglomerados.
Essa dinâmica entre Japão e Coreia do Sul tem implicações regionais significativas. Outros países asiáticos, como Singapura e Hong Kong, observam atentamente esses desenvolvimentos e podem seguir o exemplo, adaptando seus próprios quadros regulatórios. As preocupações com a lavagem de dinheiro, a estabilidade financeira e a proteção do consumidor continuam sendo centrais para a implementação bem-sucedida das stablecoins na região.
A liderança de Japão e Coreia do Sul no desenvolvimento de stablecoins locais sinaliza uma nova era para as finanças digitais na Ásia. Ao focar em estruturas regulatórias sólidas e inovação controlada, esses países não apenas protegem seus mercados, mas também pavimentam o caminho para uma maior integração da tecnologia blockchain na economia global. O sucesso de suas iniciativas em 2025 poderá redefinir as estratégias de moedas digitais em todo o continente, estabelecendo um precedente para a adoção global de ativos digitais regulados.












