A Bitwise Asset Management revelou que a alocação combinada de bitcoin e ouro em portfólios de investimento entrega retornos superiores quando comparada a estratégias tradicionais. Essa descoberta valida a tese de Ray Dalio sobre a importância de alocar cerca de 15% em ativos de proteção, sugerindo uma nova abordagem para a diversificação em um cenário econômico volátil. O estudo, reportado por veículos especializados, aponta para uma redefinição das estratégias de hedge.
Por décadas, o ouro foi o refúgio seguro preferencial para investidores buscando proteção contra a inflação e incertezas geopolíticas. No entanto, com a ascensão das criptomoedas, especialmente o bitcoin, um novo ativo digital emergiu como um potencial guardião de valor, provocando debates sobre sua função em portfólios modernos. A pesquisa da Bitwise Asset Management surge em um momento crucial, onde a busca por rendimentos e a mitigação de riscos são prioridades.
Este cenário complexo, marcado por taxas de juros flutuantes e pressões inflacionárias persistentes, exige que os gestores de ativos reavaliem constantemente suas estratégias. A proposta de Dalio, conhecida por sua abordagem “all-weather”, sempre enfatizou a resiliência através da diversificação em diferentes classes de ativos, e agora parece encontrar um novo pilar robusto na união de ouro e bitcoin. A performance desses ativos em conjunto oferece uma nova perspectiva para a construção de portfólios mais robustos, em um contexto de análises de mercado e economia mais amplas.
A lógica da diversificação ampliada
A ideia central por trás da tese de Ray Dalio é que nenhum ativo isolado pode proteger uma carteira em todas as condições de mercado. A alocação bitcoin ouro, conforme demonstrado pela Bitwise, capitaliza a baixa correlação entre esses dois ativos e outras classes tradicionais, como ações e títulos. Enquanto o ouro oferece uma história milenar de valor e proteção contra a desvalorização da moeda fiduciária, como detalhado em análises sobre o ouro como ativo de refúgio, o bitcoin, com sua natureza descentralizada e oferta limitada, atua como uma “proteção digital” contra a inflação e a intervenção governamental.
A Bitwise analisou o desempenho de portfólios que incluíam uma parcela de bitcoin e ouro, comparando-os com configurações mais tradicionais. Os resultados indicaram não apenas retornos ajustados ao risco superiores, mas também uma maior resiliência em períodos de turbulência econômica. Isso sugere que a inclusão desses dois ativos pode suavizar a volatilidade geral da carteira, mantendo um potencial de valorização considerável. Inclusive, a Bitwise projeta que o bitcoin superará o desempenho de ativos tradicionais nos próximos 10 anos, com uma valorização anual média de 28% até 2035.
Validando a tese de Dalio com novos ativos
A recomendação de Dalio de uma alocação de cerca de 15% em ativos hedge, visando equilibrar riscos e retornos, ganha um novo contorno com as descobertas da Bitwise. Historicamente, essa parcela seria dominada por ouro e outros metais preciosos. Contudo, a pesquisa demonstra que a substituição de parte dessa alocação tradicional por bitcoin pode otimizar ainda mais o desempenho. A natureza inovadora do bitcoin, aliada à estabilidade secular do ouro, cria uma dupla dinâmica para a proteção de capital.
Este modelo de alocação não se trata de substituir um ativo pelo outro, mas de complementar. O ouro continua sendo um porto seguro testado pelo tempo, enquanto o bitcoin oferece um potencial de crescimento exponencial e uma nova forma de diversificação, conforme informações sobre o Bitcoin como reserva de valor. Investidores e gestores de fundos que antes hesitavam em incluir criptoativos em suas estratégias agora têm um estudo robusto que corrobora a eficácia de uma abordagem mais moderna e diversificada, alinhada aos princípios de um dos maiores investidores da história. A própria Bitwise sugere que uma alocação de 5% em bitcoin é a nova base para portfólios.
A integração estratégica de bitcoin e ouro em portfólios de investimento representa uma evolução significativa nas práticas de hedge e diversificação. As descobertas da Bitwise não apenas reforçam a perspicácia da tese de Ray Dalio sobre a importância de ativos de proteção, mas também pavimentam o caminho para uma aceitação mais ampla do bitcoin como um componente legítimo e eficaz de uma carteira equilibrada. À medida que o cenário financeiro global continua a se transformar, a capacidade de adaptar e inovar nas estratégias de alocação será crucial para o sucesso a longo prazo dos investidores. O futuro dos portfólios parece ser cada vez mais híbrido.











