A BitMine Immersion Technologies, empresa presidida por Tom Lee, co-fundador da Fundstrat Global Advisors, anunciou a aquisição de 32.977 unidades de Ethereum (ETH) na última semana de 2025. Esta movimentação elevou o total de suas reservas em criptomoedas e caixa para a marca de US$ 14,2 bilhões, consolidando a companhia como um dos maiores players institucionais no espaço dos ativos digitais.

A operação, detalhada em comunicados recentes, destaca a estratégia agressiva da BitMine em um período de atividade de mercado mais lenta. A empresa, que se autodenomina a maior compradora de “dinheiro novo” de ETH no mundo, agora detém aproximadamente 4,14 milhões de ETH, o que representa cerca de 3,43% do suprimento total da criptomoeda.

Este expressivo acúmulo de BitMine ETH não apenas sublinha a convicção de Tom Lee no potencial de longo prazo do Ethereum, mas também reflete uma tendência mais ampla de adoção institucional. Apesar de um cenário macroeconômico por vezes incerto, a confiança em ativos digitais como o Ethereum parece se fortalecer entre grandes investidores e empresas.

A aposta estratégica da BitMine no Ethereum

A decisão da BitMine de focar no Ethereum, em vez de Bitcoin, demonstra uma visão estratégica particular, especialmente considerando o histórico da empresa como mineradora de Bitcoin. Tom Lee tem sido um defensor vocal do Ethereum, argumentando que a criptomoeda está “dramaticamente subvalorizada” e que seu papel como camada de liquidação para títulos tokenizados e stablecoins será crucial para o futuro financeiro.

Além da compra direta, a BitMine também expandiu suas operações de staking de Ethereum. O total de ETH em staking da empresa atingiu 659.219 unidades, avaliadas em aproximadamente US$ 2,1 bilhões. A expectativa é que esta atividade de staking gere uma receita anual potencial de US$ 374 milhões, à medida que a empresa busca otimizar os rendimentos e lançar sua própria solução de rede validadora, a MAVAN, no primeiro trimestre de 2026.

Implicações para o mercado de criptomoedas

A contínua acumulação de BitMine ETH por uma entidade como a BitMine, com o endosso de uma figura influente como Tom Lee, envia um sinal claro ao mercado. A estratégia da empresa, que visa deter 5% do suprimento total de ETH, sugere uma aposta de longo prazo na infraestrutura e nos casos de uso do Ethereum, que vão além da mera especulação.

Analistas de mercado observam que o crescimento institucional do Ethereum tem superado o do Bitcoin em alguns aspectos, impulsionado pelo lançamento de ETFs de Ethereum à vista e seu papel fundamental em finanças descentralizadas (DeFi). A visão de Lee, que projeta o ETH podendo atingir entre US$ 7.000 e US$ 9.000 até o início de 2026, e potencialmente US$ 20.000 a longo prazo, reflete essa crescente convicção no ativo.

Enquanto o mercado de criptomoedas navega por complexas dinâmicas macroeconômicas e regulatórias, o movimento da BitMine reforça a narrativa de que o Ethereum está se estabelecendo como um ativo digital central e uma infraestrutura essencial para a próxima fase da evolução financeira. A postura da empresa, ao focar na acumulação e no staking, pode servir de modelo para outras instituições que buscam integrar ativos digitais em suas estratégias de tesouraria de forma sustentável e com foco em valor de longo prazo.