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Autodenominada “a primeira criptomoeda do Brasil”, a WiBX foi criada em 2015, sendo inicialmente um programa de recompensas. Porém, dois anos depois, adotou a tecnologia blockchain e desenvolveu o WBX, um um token utilitário com usabilidade no varejo.

Agora ela está ganhando um reforço de peso, com apoio público do empresário e apresentador de TV Roberto Justus, além do também empresários Eduardo Terra, Walter Longo e Wagner Sobrinho. Eles são investidores na criptomoeda e também onselheiros do projeto.

O conceito do token é basicamente promover um novo tipo de relação entre empresas e seus consumidores. A proposta da startup Wiboo, responsável pelo WiBX, é utilizar a tecnologia de blockchain para converter recomendações e “curtidas” em dinheiro e/ou produtos para seus usuários. A estrutura da sua blockchain é segura e foi feita em um convênio de pesquisa e desenvolvimento junto ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), uma das instituições mais prestigiadas do país.

A WiBX ja realizou sua oferta inicial de moedas (ICO) e está listada no Mercado Bitcoin. Atualmente, cada unidade vale R$ 0,06.

No passado, Justus havia dito que não investiria em cripto, mas o publicitário disse que acreditar no potencial do projeto de token utilitário em fazer a diferença para os usuários de redes sociais e empresários. A proposta é a relação “ganha-ganha”, pois as pessoas já têm o hábito de publicar sobre suas experiências comprando um produto ou visitando um estabelecimento.

Marketing de recomendação

A WiBX quer transformar o chamado marketing de recomendações. As grandes empresas de tecnologia, como Facebook e Google, tornaram-se as maiores geradoras de publicidade do mundo, ganhando dinheiro com cada anúncio que divulgam.

Os grandes influenciadores das redes costumam cobrar para divulgar algo a seus milhões de seguidores. Contudo, as pessoas comuns possuem outro tipo de influência, devido à uma relação mais próxima com quem os segue.

Quando alguém gera uma opinião nas redes sociais que é vista pelos seus seguidores, torna-se o que o mercado chama de “nano influenciador”. Atualmente, postar algo não traz retorno financeiro, mas a WIBX acredita que a experiência deveria ser diferentee.

Basicamente ela quer que as pessoas façam mais esse tipo de divulgação e, com isso, possam dar um retorno para a “marca” sobre a qual comentaram, e serem recompensado por isso em sua carteira WiBX. Caso tenha um bom alcance, o indivíduo além das moedas pode ganhar descontos na loja, desenvolvendo uma fidelidade.

O token possui valor financeiro e pode ser trocado por reais e outras criptomoedas. Pelo aplicativo, também é possível utilizá-la para adquirir bens e serviços.

Com o sistema de recompensa, o cliente tende a criar fidelidade com a marca, que se beneficia da publicidade e transfere diretamente ao nano influenciador o que gastaria com campanhas de marketing nas plataformas conhecidas. Isso pode ser revolucionário num país pródigo em gerar influenciadores digitais de todo tipo na produção de conteúdo, como tem ficado cada vez mais evidente com aqueles desconhecidos que, de repente, fazem enorme sucesso em aplicativos como TikTok.

“Eu consigo dar para a marca uma forma auditável de ver o esforço que o meu cliente está tendo em prol dela. E o meu cliente está tendo um reconhecimento financeiro em forma de recompensa, pelo seu esforço,” reitera  Sobrinho.

No dia a dia é comum comprar algo após ter recebido a recomendação de  familiar ou amigos. Emprestar seu prestígio e ainda ter algum retorno financeiro disso pode causar uma mudança profunda do marketing de recomendações no Brasil, considerando que projetos semelhantes de tokens utilitários já fazem algum sucesso em outros países.

Iniciativas como essa podem também servir como cartão de visita do mundo cripto para pessoas que nem conhecem ou têm medo desse tipo de investimento. “É importante ter em mente que as criptos ainda são um assunto muito novo, o Brasil tem caminhado bem na inclusão de regulamentação disso tudo”, acredita Longo.

 

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