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A mineradora Vale (VALE3) começou operar essa semana com seus primeiros seis caminhões autônomos no importante Complexo de Carajás, no Pará, ampliando assim o uso da tecnologia já empenhada em Minas Gerais. Esse sistema dispensa a presença de operadores dentro das cabines, em busca de mais segurança, ganhos operacionais e ambientais.

Os veículos tem capacidade para transportar 320 toneladas, têm 16,2 metros cumprimento, 7,4 metros de altura e 8,7 metros de largura.

Esses novos transportadores de minério de ferro com quase o dobro da altura e mais que o triplo da largura de um veículo convencional, vão operar ao lado caminhões não autônomos na região de Carajás, que conta atualmente com uma frota de cerca de 120 unidades.

“O principal objetivo do projeto é realmente trazer segurança… A gente embarca tecnologia dentro dos caminhões, com o objetivo de tirar as pessoas do risco inerente”, afirma o gerente do Programa Autônomo, Pedro Bemfica.

Em Carajás, onde está o maior complexo produtor de minério de ferro da Vale, a expectativa é de ganho de produtividade com os gigantes caminhões autônomos, pela “operação mais eficiente e estável”, mas a companhia considera que projeções sobre um aumento de produção com o equipamento dependem de vários outros fatores.

A escolha da localidade, embora emblemática, levou em conta motivos operacionais e de segurança, principalmente por ser um local que oferece maior capacidade de ficar isolado para a realização dos testes, que ocorreram desde 2019.

Até o final de 2021, Carajás deverá ganhar outros quatro caminhões autônomos, somando um total de dez, todos na área no entorno da mina N4E –a mais antiga da Vale na região. (Reuters)

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