Em um movimento estratégico que promete redefinir o cenário das criptomoedas nos Estados Unidos, a World Liberty Trust Company, braço da World Liberty Financial com laços à família Trump, solicitou formalmente um charter bancário nacional junto ao Escritório do Controlador da Moeda (OCC) dos EUA nesta quarta-feira. A iniciativa visa trazer a stablecoin USD1, atrelada ao dólar, para uma estrutura totalmente regulada, marcando uma fase crucial para os ativos digitais no país.
A busca por uma licença bancária de truste não é apenas um passo burocrático, mas um reflexo da crescente aceitação e necessidade de integração das stablecoins no mainstream financeiro. Este movimento ocorre em um momento de intensa atividade regulatória, impulsionado pela administração Trump, que sancionou o “Genius Act” em julho de 2025, criando um arcabouço legal para stablecoins.
A World Liberty Financial (WLFI), fundada em 2024, tem na família Trump parte de sua estrutura de fundadores e uma parcela significativa dos lucros, com Donald Trump atuando como “chefe defensor das criptomoedas”. A empresa lançou a USD1 em março de 2025, uma stablecoin lastreada em ativos líquidos como títulos do Tesouro dos EUA e depósitos em dólar. Para mais informações detalhadas sobre a World Liberty Financial, a empresa tem sido objeto de extensa cobertura.
O impacto da regulação e o modelo onshore
A aprovação do Genius Act, em julho de 2025, representou um divisor de águas para o mercado de criptoativos, especialmente para as stablecoins. Essa legislação federal estabeleceu regras claras para as moedas digitais atreladas ao dólar, exigindo que sejam lastreadas em ativos de alta liquidez, como títulos do Tesouro dos EUA.
Desde a sanção do Genius Act pelo Presidente Trump, o uso de stablecoins em pagamentos saltou 70%, evidenciando a confiança e a demanda por ativos digitais estáveis em um ambiente regulado. A World Liberty Trust Company, ao buscar um charter bancário, pretende consolidar a emissão, custódia e conversão da USD1 sob uma única entidade federalmente supervisionada.
Este modelo onshore para a World Liberty Financial stablecoin visa atender clientes institucionais, como exchanges de criptomoedas e formadores de mercado, oferecendo serviços de custódia e conversão de ativos digitais. A expectativa é que a integração da USD1 ao sistema bancário tradicional facilite pagamentos transfronteiriços e operações de tesouraria, reduzindo custos e intermediários.
Cenário competitivo e desafios futuros
A World Liberty Financial não está sozinha na busca por maior integração e regulação. Outras grandes empresas do setor cripto, como a Coinbase, também solicitaram charters de truste nacional para expandir seus negócios de custódia e serviços financeiros, reconhecendo os benefícios de operar sob supervisão federal. Para conhecer outras empresas buscando licenças similares, o mercado está em ebulição.
No entanto, a World Liberty Financial e sua stablecoin USD1 enfrentam desafios. Sua forte ligação com a família Trump, com Donald Trump como “chefe defensor das criptomoedas”, levanta questões de conflito de interesse. Investidores como Justin Sun, fundador da Tron, tiveram investigações da SEC supostamente arquivadas após a posse de Trump em 2025, um ponto que adiciona complexidade ao escrutínio regulatório.
A busca por uma legislação sobre stablecoins mais robusta continua sendo um debate central em Washington, com o governo buscando equilibrar inovação com a proteção ao consumidor e a estabilidade financeira. A forma como a USD1 se posicionará nesse ambiente dinâmico será crucial para seu sucesso e para a evolução do uso de stablecoins em larga escala. Para entender o impacto da regulação no uso de stablecoins, é fundamental acompanhar os próximos passos.
A busca da World Liberty Financial por um charter bancário nacional para a stablecoin USD1 é um marco no amadurecimento do mercado de criptoativos. Ao alinhar-se com a estrutura regulatória federal, a empresa visa legitimar sua operação e pavimentar o caminho para uma adoção institucional mais ampla das stablecoins. Este movimento, impulsionado por figuras políticas e um ambiente regulatório favorável, promete moldar a próxima fase das finanças digitais nos EUA e globalmente.











