continua depois da publicidade

Nesta segunda-feira (21) o Ministério das Finanças da Rússia disse que levará em consideração as propostas sobre criptomoedas do banco central do país, desde que não contradigam sua própria abordagem, abrindo caminho para a legislação que rege os ativos digitais.

Uma disputa latente sobre a regulamentação de criptomoedas na Rússia esquentou na sexta-feira, quando o Ministério das Finanças apresentou propostas legislativas ao governo que colidiram com a demanda do banco central por uma proibição geral.

O Banco da Rússia propôs banir o comércio e a mineração de criptomoedas devido à ameaça que as moedas digitais representam para a estabilidade financeira. Mas o Ministério das Finanças prefere uma legislação que regule as criptomoedas, permitindo-as como ferramenta de investimento, mas não como meio de pagamento.

O projeto de lei do Ministério das Finanças visa criar um mercado legal para moedas digitais.

Uma proposta é para transações envolvendo a compra ou venda de criptomoedas que exigem identificação do cliente, um movimento que pode diminuir um dos principais pontos de venda das criptomoedas – seu anonimato.

Outras propostas incluem exchanges estrangeiras de criptomoedas que precisam obter uma licença na Rússia e a introdução de testes de alfabetização financeira que determinam quanto os indivíduos podem investir.

Os cidadãos que passarem com sucesso nos testes poderão investir até 600.000 rublos (US$ 7.853) em moedas digitais a cada ano, disse o Ministério das Finanças. Aqueles que falharem teriam um limite de investimento estabelecido em 50.000 rublos por ano.

O banco central também se opõe à mineração de criptomoedas, na qual computadores poderosos competem contra outros conectados a uma rede global para resolver quebra-cabeças matemáticos complexos. O banco alertou para o consumo ineficiente de energia e o impacto ambiental da mineração, enquanto o Ministério das Finanças prefere permitir a mineração sob uma base tributária. (Com informações de Reuters).

Share.
continua depois da publicidade