O Bitcoin (BTC) registrou um avanço notável nesta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, ao superar a marca de US$97.000 e atingir seu maior patamar em oito semanas. A valorização foi impulsionada por uma massiva liquidação de posições vendidas no mercado de futuros e reacendeu o otimismo de que a criptomoeda possa, em breve, alcançar o patamar de US$100 mil.

Este movimento de alta reflete uma melhora significativa no apetite por risco nos mercados globais, catalisada por dados econômicos favoráveis. A divulgação de um Índice de Preços ao Consumidor (CPI) nos EUA abaixo do esperado sinalizou uma desaceleração mais controlada da inflação, reforçando as expectativas de uma política monetária menos restritiva e favorecendo ativos de risco como o Bitcoin.

Analistas apontam que a alta é um indicativo de que o momentum comprador ganha força. O cenário também foi reforçado por um forte fluxo institucional, com os ETFs spot de Bitcoin registrando entradas expressivas, atingindo o maior volume diário desde outubro do ano anterior.

A dinâmica por trás da valorização

A recente escalada do Bitcoin acima de US$97.000 foi significativamente impulsionada por um fenômeno conhecido como short squeeze. Trata-se da liquidação forçada de contratos futuros de investidores que apostavam na queda do ativo. Quando o preço começa a subir inesperadamente, esses investidores são obrigados a comprar para cobrir suas posições, o que, por sua vez, acelera ainda mais a alta.

Dados da CoinGlass indicam que mais de US$800 milhões em contratos futuros de criptomoedas, incluindo cerca de US$292 milhões relacionados ao Bitcoin, foram liquidados nas últimas 24 horas. Esse volume de liquidações, somado ao crescente interesse institucional e à melhora do cenário macroeconômico, criou um ciclo virtuoso de valorização.

A institucionalização das criptomoedas, acelerada pela aprovação de ETFs de Bitcoin à vista em 2024, continua a ser uma tendência dominante, com ativos globais em ETFs e ETPs de criptomoedas ultrapassando US$200 bilhões. Esse fluxo de capital de grandes investidores legitima ainda mais o Bitcoin como uma classe de ativos, contribuindo para sua estabilidade e potencial de crescimento.

O caminho para os US$100 mil e os riscos

Com o Bitcoin operando próximo de US$97.500, a atenção do mercado se volta para a iminente marca de US$100 mil. Diversos analistas e plataformas de previsão já apontam que este patamar está no radar, com alguns projetando que o ativo pode atingir e até superar os US$100 mil ainda neste trimestre. A região de US$95 mil era considerada uma resistência importante, e sua superação abre caminho para novas valorizações.

Entretanto, o mercado de criptoativos permanece inerentemente volátil. Embora o sentimento atual seja de otimismo, fatores como a reabertura do mercado americano e a divulgação de indicadores econômicos futuros, como o CPI e o Core CPI, podem trazer novas oscilações. A gestão de risco e a análise técnica continuam sendo ferramentas essenciais para os investidores navegarem neste cenário dinâmico.

O início de 2026 se mostra um período decisivo para o mercado de criptomoedas, com o Bitcoin demonstrando resiliência e um forte potencial de alta. Embora o caminho para os US$100 mil apresente desafios e pontos de resistência técnica, a confluência de fatores macroeconômicos, o interesse institucional e a dinâmica de liquidação de shorts criam um ambiente favorável para que a criptomoeda teste e possivelmente supere esse marco histórico, consolidando sua posição no cenário financeiro global.