Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, afirmou em entrevista ao The New York Times que não tem planos de conceder perdão a Sam Bankman-Fried, o fundador da falida corretora de criptomoedas FTX, atualmente cumprindo pena de 25 anos de prisão por fraude. A declaração, reportada em 8 de janeiro de 2026, encerra, por ora, as especulações sobre uma possível clemência presidencial para o ex-magnata das cripto.
Bankman-Fried foi condenado em 2023 por múltiplas acusações de fraude e conspiração, após o colapso dramático da FTX em novembro de 2022. O caso, considerado uma das maiores fraudes financeiras da história recente, resultou no desvio de bilhões de dólares de clientes e abalou profundamente a confiança no setor de ativos digitais.
A entrevista de Trump ao jornal nova-iorquino abordou diversos temas, incluindo a possibilidade de perdões para figuras de alto perfil. A menção a Bankman-Fried, em meio a nomes como o senador Robert Menendez e Sean “Diddy” Combs, ressalta a notoriedade do caso FTX e a atenção que ele continua a atrair no cenário político e financeiro.
O passado político e a busca por clemência
A recusa de Trump em perdoar Bankman-Fried é notável, especialmente considerando o histórico político do fundador da FTX. SBF foi um dos maiores doadores da campanha de Joe Biden em 2020, contribuindo com US$ 5,2 milhões para derrotar Trump na época. Além disso, relatos indicam que Bankman-Fried chegou a considerar pagar US$ 5 bilhões a Trump para que ele não concorresse à presidência, conforme detalhado em um livro.
Nos últimos anos, no entanto, Bankman-Fried tentou uma aproximação com o campo republicano, criticando abertamente a administração Biden e elogiando certas ações de Trump. Ele até utilizou sua conta no X (anteriormente Twitter) para expressar apoio a algumas posições de Trump, em uma aparente tentativa de pavimentar o caminho para um perdão.
O ex-presidente Trump tem um histórico de conceder perdões a figuras ligadas à indústria de criptomoedas, como o ex-CEO da Binance, Changpeng Zhao, e Ross Ulbricht, fundador do mercado darknet Silk Road. Isso alimentou a esperança de alguns de que Bankman-Fried poderia ser o próximo, apesar de sua condenação por uma fraude de proporções massivas e seu passado como doador rival.
Implicações para o mercado de cripto e a justiça
A decisão de Trump envia uma mensagem clara sobre a seriedade das acusações de fraude financeira, independentemente do cenário político. A condenação de Bankman-Fried a 25 anos de prisão, proferida pelo juiz Lewis Kaplan, foi uma das penas mais elevadas em casos de crimes de colarinho branco, enfatizando o risco de que o ex-CEO pudesse “fazer algo muito ruim no futuro”.
Apesar da sentença, Bankman-Fried está em processo de apelação de sua condenação, uma batalha legal que ainda pode se estender. O colapso da FTX e a subsequente condenação de seu fundador continuam a ser um ponto de referência para a necessidade de maior regulamentação e fiscalização no volátil mercado de criptoativos, um tema de constante debate entre legisladores e reguladores globais.
A recusa de um perdão presidencial para Sam Bankman-Fried, conforme noticiado inicialmente por veículos como The New York Times e The Block (www.theblock.co), sublinha a complexidade das intersecções entre política, justiça e o mercado de criptomoedas. A saga de Bankman-Fried, de bilionário a condenado, permanece um estudo de caso sobre os riscos e as consequências de má conduta no universo dos ativos digitais.











