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E não tinha como ser diferente. Desde o ano passado os especialistas em economia já vinham alertando sobre a provável crise que enfrentaríamos em 2022. Para quem achou que o que vivenciamos entre 2020 e 2021 era demais, agora de fato estamos observando e vivendo a crise financeira devido à pandemia do COVID-19.

Apesar das restrições terem diminuído, ainda estamos no meio da pandemia. O mercado tem tentado se levantar, diversas vagas de emprego estão sendo ofertadas a fim de tentar recuperar o prejuízo dos dois últimos anos que passaram.

O grande problema para a população geral, é que muitos perderam seus empregos e acabaram dependendo da ajuda governamental durante algum tempo. Em contrapartida, temos aqueles que perderam o emprego e não conseguiu nenhum tipo de auxílio, fator que fez muitos brasileiros acumularem dívidas.

Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias brasileiras com dívidas chegou a 77,5% neste mês de março. De acordo com a entidade, é a maior proporção de endividados registrada em 12 anos, ou seja, desde o início da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada desde 2010.

Conforme a pesquisa da CNC, as principais razões de endividamento são: cartão de crédito, seguido por carnês, financiamento de carro, crédito pessoal e financiamento de casa.

O fato é que sem emprego, e praticamente sem renda fica insustentável manter o pagamento em dia de dividas como financiamentos e carnes. Sem saldo positivo no banco, a saída dos brasileiros durante os meses de aperto foi utilizar o cartão de crédito para conseguir manter o básico de sobrevivência (alimento, água, energia, medicamentos). Porém, uma hora o crédito também acaba.

A solução para muitas pessoas então foi procurar por empréstimos pessoais, ao qual tem juros abusivos, e com isso acabaram criando uma verdadeira bola de neve. Pois de um empréstimo, precisa ser feito outro empréstimo para pagar o primeiro e assim consecutivamente…

Para piorar a situação em 2022 o aumento da inflação continua constante. Entrar em um supermercado para fazer compras de mantimentos básicos (arroz, feijão, café…) tem se tornado um verdadeiro assalto para os brasileiros.

Ao abastecer o carro então, com o preço da gasolina, dá vontade de deixar o carro no posto de combustível e voltar caminhando. Além de outros aumentos como gás de cozinha, energia elétrica, aluguel e etc.

Se continuarmos nesse ritmo não se sabe aonde vamos parar. Mas uma coisa é certa, se nada mudar as notícias dos próximos meses não serão muito diferentes do que essa do mês de março.

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