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Essa é uma especulação antiga, mas que ressurge com certa frequência entre os investidores: seria o ethereum capaz de ultrapassar o bitcoin? Segundo um relatório vazado do Goldman Sachs, um dos maiores grupos financeiros do mundo, a resposta é ‘sim’. Contudo, não há uma previsão de quando isso ocorrerá.

Estima-se que a desvalorização do mercado de criptomoedas ao longo da últimas semanas chegou a US$ 1,3 trilhão, considerando os preços de todas combinados.

Por exemplo, o bitcoin perdeu quase 50% de seu valor desde abril, quando atingiu seu ponto mais alto de aproximadamente US$ 65 mil. Ao mesmo tempo, o ethereum caiu mais da metade após ter chegado a mais de US$ 4 mil por token de ether no início do mês.

O Goldman Sachs avalia que o ponto forte do ether nessa disputa é sua versatilidade, por isso o chama de “Amazon das informações”. No momento, o ethereum tem uma capitalização de mercado de aproximadamente US$ 250 bilhões, enquanto o do bitcoin é de US$ 660 bilhões do bitcoin.

Mesmo assim, os analistas do Goldman Sachs, avaliam que “dada a importância dos usos reais na determinação da reserva de valor, o ether tem uma grande chance de ultrapassar o bitcoin como reserva de valor dominante”.

Embora o ethereum seja chamado de moeda digital, na verdade não é uma criptomoeda. Ele é um ecossistema, com uma moeda se chama Ether. Como a intenção do Ethereum é descentralizar tudo no mundo, ele já está sendo usado em uma infinidade de aplicações.

A avaliação que vazou e está se espalhando nas redes sociais leva em conta a crescente popularidade das ‘finanças descentralizadas’, (DeFi) que usam a tecnologia da criptomoeda para recriar elementos financeiros tradicionais, como empréstimos e juros, os quais são projetados para substituir o papel dos bancos por protocolos baseados em blockchain. Isso ajudou a valorizar o ethereum no ano passado. Outro elemento é na equação são os NFTs (Tokens Não Fungíveis), amplamente emitidos no blockchain do ethereum, que digitalizam arte e itens colecionáveis.

Conforme o relatório do Goldman Sachs, “o ecossistema do ethereum oferece suporte a contratos inteligentes e fornece uma maneira de criar novos aplicativos em sua plataforma”. O bitcoin não funciona da mesma maneira, nem possui a mesma versatilidade.

“A maioria dos aplicativos de DeFi está sendo construída na rede ethereum, e a maioria dos NFTs emitidos são comprados usando ether. O maior número de transações em ether versus bitcoin reflete esse domínio”, resumiram os analistas.

Outro aspecto que influenciou a análise é a valorização do ethereum ter ultrapassado em muito a do bitcoin nos últimos 12 meses. O primeiro cresceu cerca de 1.000%, ante os 300% do bitcoin, mesmo com a queda de preços da semana passada.

De acordo com o agregador CompaniesMarketCap, o valor do ecossistema Ethereum na sua máxima histórica rivalizou com o PayPal e o Bank of America, ficando pouco atrás da MasterCard.

Diversos analistas vêm pontuando que as atualizações do ethereum, iniciadas no final do ano passado, esperadas há muito tempo e que vão ajudar a escalar a moeda e reduzir seus altos custos de transação, podem ajudar o preço do ether a atingir níveis nunca vistos antes.

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