A rede Ethereum encerrou 2025 e iniciou 2026 com um volume recorde de transações diárias, enquanto as taxas de gás caíram para patamares historicamente baixos. Este cenário de alta atividade e custos reduzidos reflete a crescente eficiência da blockchain, impulsionada por atualizações significativas e pela adoção de soluções de camada 2.
Dados recentes apontam que as transações Ethereum atingiram 1,87 milhão em 31 de dezembro de 2025, superando o auge de 2021. Mais impressionante, em 15 de janeiro de 2026, a rede processou 2,789 milhões de transações em um único dia, marcando o maior número já registrado. Paralelamente, as taxas médias de transação despencaram, chegando a US$ 0,17 em dezembro de 2025 e atingindo mínimas de até US$ 0,09 por transação em maio de 2025.
Essa combinação de alta demanda e custos acessíveis transforma a percepção de escalabilidade da Ethereum, que por muito tempo enfrentou desafios de congestionamento e taxas elevadas. A recuperação de interesse e a entrada de novos usuários, com a criação de 270.160 novos endereços em 31 de dezembro de 2025, o maior desde 2018, demonstram uma renovação na base de participantes, conforme noticiado pelo Webitcoin.
O impulso por trás da escalabilidade e custos reduzidos
O sucesso recente da Ethereum é resultado direto de uma série de atualizações técnicas implementadas em 2025. As reformas Pectra, ativada em maio, e Fusaka, lançada em dezembro, foram cruciais. A atualização Pectra dobrou a capacidade de “blobs” por bloco, o que reduziu os custos de liquidação em soluções de camada 2. Já a Fusaka otimizou a coleta e verificação de dados dessas cadeias, aumentando o limite de gás em 33%, de 45 milhões para 60 milhões de unidades por bloco.
Essas melhorias expandiram a capacidade da rede sem comprometer a segurança ou elevar as taxas, como observou Nick Ruck, diretor da LVRG Research, em entrevista ao The Block, um veículo de notícias especializado em criptoativos. Ele destacou que as atualizações “derrubaram as taxas, aumentaram a escalabilidade e atraíram participação institucional via ETFs e tokenização de ativos do mundo real”. A ascensão das redes de camada 2, como Arbitrum, Optimism e Base, também desempenha um papel fundamental, processando grande volume de transações fora da mainnet e aliviando a pressão sobre a camada base da Ethereum.
Adoção e o futuro da rede Ethereum
A queda nas taxas e o aumento da capacidade atraíram novos usuários e impulsionaram a atividade de stablecoins, conforme dados da Glassnode. A retenção de atividade mensal quase dobrou, indicando que o crescimento é sustentável e não apenas uma reciclagem de participantes existentes. Esse influxo de novas carteiras é um sinal de interesse mais amplo no ecossistema Ethereum, além da especulação de curto prazo.
Olhando para 2026, a Ethereum já tem mais duas grandes atualizações planejadas: Glamsterdam, focada em melhorias de desempenho, e Hegota, visando aprimorar a sustentabilidade a longo prazo. A Yellow.com também noticiou a queda das taxas, que impulsionou o uso da rede. Além disso, especialistas do Standard Chartered preveem que o Ethereum pode superar US$ 8.000 até o final de 2026, impulsionado pela adoção das soluções de camada 2, crescimento da demanda por staking e o impacto de possíveis cortes nas taxas de juros nos EUA.
A trajetória recente da Ethereum demonstra uma rede resiliente e adaptável, capaz de escalar e reduzir custos operacionais em meio à crescente demanda. Ao focar em infraestrutura e eficiência, a blockchain se posiciona para consolidar sua liderança como plataforma de contratos inteligentes e aplicações descentralizadas, prometendo um ecossistema ainda mais robusto e acessível no futuro próximo.












