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Fundada por Changpeng Zhaom, o CZ, a Binance é uma “bolsa global de criptomoedas” cuja plataforma negocia mais de 500 criptomoedas, tendo inclusive lançado sua próprio token, chamada BNB. Com escritórios em 12 países e negociando em vários mercados, inclusive no Brasil, desde 2018, ela é considerada a maior exchange de criptomoedas do mundo em termos de volume de negociação. Seu site afirma que chega a fazer mais de 1.400.000 transações por dia, que envolvem média de US$ 2 bilhões.

Por isso, os problemas recentes da exchange estão chamando atenção do mercado. Em um comunicado divulgado no sábado, 26, a Autoridade de Condução Financeira (FCA), órgão regulador do sistema financeiro britânico, proibiu a Binance de continuar operando no Reino Unido. Segundo a instituição, a empresa não possui as autorizações necessárias para atuar no país.

“Nenhuma outra entidade do Binance Group possui qualquer forma de autorização, registro ou licença para conduzir atividades regulamentadas no Reino Unido”, disse a FCA em comunicado oficial.

Alheia às restrições, a Binance vinha oferecendo diversos produtos e serviços a clientes britânicos por meio do seu site e aplicativo.

A notícia da proibição britânica veio quase ao mesmo tempo em que a Binance anunciava que deixará de oferecer seus serviços aos moradores de Ontário, no Canadá, onde ficam grandes cidades como Toronto e Ottawa.

O sistema político canadense dá liberdade para as províncias usarem sistemas regulatórios diferentes em suas províncias. De acordo com sua nota oficial,  “a Binance não pode mais continuar atendendo aos usuários baseados em Ontário. Os clientes da região são aconselhados a tomar medidas imediatas para encerrar todas as posições ativas até 31 de dezembro de 2021”.

Segundo a mídia canadense, a saída da Binance é resultado da ação regulatória mais firme que Ontário está  impondo às empresas que negociam criptomoedas.

Na última sexta, 25, o governo japonês emitiu um novo alerta contra a exchange, destacando que ela opera no país sem ter um registro oficial junto às autoridades regulatórias. Trata-se da repetição de um aviso contra a corretora, publicado em 2018. No momento, não há indício de proibição, mas liga um sinal de alerta.

Além disso, as atividades da maior exchange do mundo estão no radar de autoridades financeiras de outros nações, como Estados Unidos, Alemanha e Brasil.

A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto) acionou o Ministério Público Federal (MPF) em março deste ano, buscando ume ação pública de responsabilidade contra a Binance.

“Há um preocupante desprezo pelo cumprimento das normas brasileiras que regem o bom funcionamento do mercado financeiro e de capitais”, ressaltou a ABCripto na época, enfatizando supostas irregularidades da Binance na sua atuação no país.

Embora não seja possível identificar qual o impacto direto das decisões regulatórias contrarias à Binance no mercado das criptomoedas, analistas veem motivo de preocupação, pois decisões regulatórias mais durar sempre geram incertezas. O caso mais recente foi a restrição à mineração de cripto na China.

Na manhã desta segunda, a revista Forbes publicou análise atribuindo a queda de 1,06% no bitcoin às ações contra a Binance.

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