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A tokenização digital está se expandindo rapidamente, auxiliando a popularizar os tokens não-fungíveis (NFTs) como opção para clubes esportivos. A Dapper Labs, empresa criadora dos mascotes virtuais em NFT, CryptoKitties, conquistou um filão importante com a NBA Top Shot, a qual atraiu milhares de usuários com seus “Legendary Drops”.

Em fevereiro de 2021, a empresa foi avaliada em aproximadamente US$ 2,6 bilhões. Ela se destacou com a aposta que momentos de jogos poderiam ser comprados e vendidos usando blockchain. Os tokens da NBA Top Shot são destaques de jogadas durante a disputa da maior liga de basquetebol do mundo.

Eles são uma espécie de card esportivo digital, vendidos em pacotes. Os preços dependem do conteúdo dos clipes, variando de US$ 9 a US$ 230 com opções de três a dez desses momentos.

Nas últimas semanas, a novidade parece ter se consolidado no mundo do futebol, com a produção de tokens digitais de jogadores e clubes. Por aqui, a Seleção Brasileira não fez nenhum anúncio do tipo, mas o Atlético Mineiro já anunciou NFTs com seus jogadores.

Com o início da Eurocopa, em meados deste mês, algumas seleções europeias aproveitaram a atenção recebida para mostrar suas próprias coleções.

Espanha

A Real Federação Espanhola de Futebol (REEF) fez uma parceria com a Bitci Technology para disponibilizar o primeiro fan token – token de torcedor – de uma seleção nacional.

A Bitci é uma empresa sediada na Turquia, que já tem experiência no desenvolvimento de tecnologia de blockchain. Seu fundador, Çağdaş Çağlar, explicou que a escolha foi porque a “seleção espanhola é admirada em todo o mundo do futebol”.

Também está previsto no acordo de três anos, que a marca bitci.com será exibida nas camisas de treinamento da equipe, servindo para divulgar o serviço.

Anteriormente, a empresa fez acordos com times de futebol da liga espanhola, como o Real Bétis e da Premier League, como o Wolves.

Portugal

No início de maio, Éder Lopes e José Fonte, da seleção portuguesa foram os primeiros jogadores de futebol a lançar seus próprios NFTs. Seus tokens não-fungíveis foram criados em colaboração com a Jedi3, e disponibilizados na OpenSea, plataforma especializada em leilões de NFT, que permite pagamento com a criptomoeda Ethereum (ETH).

As obras são momentos da atuação deles durante a Eurocopa de 2016, quando Portugal sagrou-se campeã ao vencer a seleção francesa. José disponibilizou 10 NFTs que mostram sua participação no torneio, enquanto Éder, responsável pelo o único gol da final, também recriou 10 momentos em versão digital, com uma versão “obra-prima”, com a digitalização da chuteira usada na partida decisiva daquele ano.

França

A Seleção Francesa de Futebol está lançando uma plataforma online de cards de jogadores em NFT em parceria com a Sorare. As peças digitais da atual campeã da Copa do Mundo em breve poderão ser negociados, no que eles acreditam ser um nicho inexplorado.

Por causa da Eurocopa, os torcedores estão investindo em diversos criptoativos relacionados ao futebol, com destaque para os produzidos pelas empresas francesas Chiliz (CHZ) e sua rival Sorare.

O sistema da plataforma virtual oferece um fantasy game, onde é possível podem “adquirir” jogadores de diversos clubes espalhados pelo mundo, e jogar nas ligas em busca de premiações.

Os NFTs são valorizados por oferecer uma ideia de raridade nas itens digitais relacionados aos jogadores. Como alguns craques possuem uma quantidade muito pequena de NFTs disponíveis, os preços subiram rapidamente. Durante a Eurocopa será lançada uma edição especial, com Antoine Griezmann, Paul Pogba e N’Golo Kante.

Segundo a Sorare, que é uma espécie de “Cartola” na França, no primeiro semestre de 2021 ela negociou US$70 milhões em cards NFT. A CEO, Nikolas Julia, conta que a empresa trabalha com a possibilidade de alcançar US $1 bilhão em vendas desses tokens esportivos até 2024.

O analista André Franco afirma que os NFTs tem potencial para triplicar de valor em breve.

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