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Nesta sexta (25), a Polícia Civil do Paraná anunciou ter realizado mandados de busca e apreensão envolvendo suspeitos de integrar uma quadrilha que pratica estelionato envolvendo criptomoedas. Quatro pessoas foram detidas e uma delas também será investigada por lavagem de dinheiro e ocultação de capitais.

As autoridades dizem que ele teria apresentado um aumento patrimonial (de imóveis e veículos) irregular e suspeito nos últimos anos. Na ação, também foram apreendidos equipamentos de informática e documentos, R$ 4 mil em dinheiro, uma carabina calibre .22 com numeração raspada e munições de 9 milímetro As informações são da Agência de Notícias do Paraná.

O delegado Nagib Nassif Palma, da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, estão sendo cumpridos outros mandados judiciais, pois a organização criminosa tinha membros de outros estados. Estima-se que os golpes renderam aos criminosos cerca de R$ 6 milhões.

“Há investigações já iniciadas também no estado de São Paulo e no Distrito Federal. Por conta disso houve o bloqueio dos valores das contas dos investigados e de seus veículos, bem como a retenção dos passaportes, com intuito de evitar que os mesmos deixem o Brasil”, explica o delegado.

O registro de crimes envolvendo criptografia ainda são tratados pelas autoridades com cautela, pela falta de leis específicas. Normalmente, acabam incluindo em outros artigos do Código Penal.

No início do mês, chamou a atenção um caso de sequestro em que o pagamento do resgate foi pedido em criptomoedas. O caso ocorreu em Pernambuco e 10 pessoas foram presas.

Segundo a advogada Raissa Isac, especialista em crimes fiscais, “o maior obstáculo no combate à lavagem de dinheiro por meio das criptomoedas é a omissão regulatória, bem como a falta de conhecimento dos agentes investigativos (polícia, MP, Receita Federal, Bacen) e a ausência de cooperação entre os Estados”.

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