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Os tuítes de de Elon Musk mexeram novamente com o preço do Bitcoin, que caiu 7% nesta sexta-feira (4), após o CEO da Tesla ter publicado um meme que “sugere” o fim de sua relação com a criptomoeda líder. De fato, há um bom tempo que os mercados de criptomoedas sofrem com os efeitos dos tuítes do bilionário.

Tudo começou quando o CEO da fabricante de carros elétricos Tesla comprou US$ 1,5 bilhão em bitcoin (BTC) em fevereiro de 2021. Logo em seguida, anunciou que a empresa aceitaria bitcoin como método de pagamento. Dois meses depois, Musk mudou radicalmente de opinião, avisando pelo Twitter que a Tesla não aceitaria mais a criptomoeda por “preocupações ambientais”. Os efeitos nos mercados foram catastróficos: o Bitcoin perdeu metade de seu valor em poucos dias.

Conforme mostrou a Cointribune, o co-fundador da Ethereum (ETH), Vitalik Buterin, acredita que é uma questão de tempo para as criptomoedas se livrarem da influência de Musk e de outros críticos. Bilionários ao 27 anos, Buterin reconheceu que os mercados de criptomoedas estavam altamente voláteis no momento, enfatizando que os tuítes de Musk nem sempre influenciam os mercados tão fortemente como têm feito ultimamente.

O co-fundador da Ethereum observou que o mundo da criptografia só começou a sofrer com os comentários do CEO da Tesla em 2020. Para Buterin, apesar da confusão atual, os mercados acabarão por se estabelecer novamente. Com o tempo, as criptomoedas desenvolverão uma espécie de “sistema imunológico” para se proteger da influência de pessoas como Musk.

Inegavelmente, no momento, o CEO da Tesla é, de longe, o usuário do Twitter mais influente na indústria de criptografia. Suas postagens sobre bitcoin e dogecoin (DOGE) determinaram significativamente as flutuações de preço em ambas as criptomoedas. Por exemplo, o preço do DOGE aumentou 40% apenas 30 minutos após um dos tuítes do bilionário que quer colonizar Marte. Em outro momento, Musk ajudou a derrubar em 15% do valor do Bitcoin com uma série de mensagens no microblog em que expressou suas preocupações sobre o impacto ambiental da mineração, anunciando que a Tesla não aceitaria mais bitcoin como método de pagamento.

Buterin altista

Buterin surpreendeu, defendendo que a paixão de Musk por Dogecoin é um sinal de sua humanidade: “no final das contas, ele é um humano, e os humanos ficam entusiasmados com moedas de cachorro.” Essa observação despreocupada foi seguida de uma defesa do CEO da Tesla: “Não acho que Elon tenha uma espécie de intenção malévola em nada disso.”

Outro ponto de destaque da entrevista foi a admissão do co-fundador da Ethereum que estamos vivendo numa “bola” de consumo. Indagado sobre o tema, respondeu: “Eu diria que sim, mas isso obviamente não vem junto com uma previsão sobre quando a bolha irá acabar, pois isso é evidentemente difícil de prever”.

Apesar das novas restrições de mineração de cripto em seu território, divulgadas do governo da China no último mês, Buterin permanece otimista sobre o futuro das criptomoedas.

Ele tem motivos para isso, pois os ataques de Musk ao bitcoin podem ter favorecido a criptomoeda de Buterin. Ether (ETH), entrou junho ainda como a segunda maior capitalização de mercado, com US$ 304 bilhões de ativos em circulação. O bitcoin permanece com uma larga vantagem, com mais que o dobro disso: US$ 670 bilhões.

Ambas utilizam o mecanismo proof-of-work (PoW), dependente do processo de mineração, responsável pela emissão de novos ativos e pela segurança de suas respectivas redes blockchain. Contudo, enfrentam as mesmas críticas pelo alto consumo de energia da atividade.

A diferença é que o Ethereum tem um plano de migrar para um modelo prova de aposta (proof-of-stake ou PoS), no que é conhecido como Ethereum 2.0, que depende da participação de seus usuários, e não da mineração. A previsão é que essa migração tornará a rede 99,95% mais energeticamente eficiente. Ao mesmo tempo, sua fundação trabalha para derrubar as taxas de serviço que continuam altas.

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